[Fernando Tooru Yamashita]

Idade : 24

Data de nascimento : 01/04

Apreços : Música, pub, conversas, discussões filosóficas, escrever, cinema e ócio.

Desprazeres : Cigarro.

E-mail : ftooruy@gmail.com

Localização : Pinheiros, São Paulo - SP

[Anima]

[Ego]

[Passado]

[Amigos]

[#] Pills Please
[#] O Mundo de Camila
[#] Displicência
[#] Music Addiction
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Segunda-feira, Maio 14, 2012:

Paranoia

Antes de atingirem o alvo
Já se sabia, o tiro era fatal.
Fora decidido previamente.
De mão própria
Assinou seu destino.

Suicídio assistido
Diriam, se soubessem,
Mas não havia
Como

Fez sua cama
De fria face
E boca em chamas.

Suposta arrogância
Era certeza absoluta.

Silêncio

by Fernando T.Y. // 7:04 AM // Comments:
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Semicolon

My teacher
Mr. William
Had a limp
In his gait.

Very noticeable,
Even quaint.
Such uniqueness
Made him stand

Out in crowds.
Easy to spot
Hard to copy.
No fun at all.

We sure try
But we just grovel.

by Fernando T.Y. // 7:03 AM // Comments:
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The words
Meaningless
ness
s
power
ful
ness
in
Exist
ant.. . .. .




dis?

Build
ing
columns
mis
ing
rid Of me?
imata
lo.....s..ss
Where
it ends

by Fernando T.Y. // 7:03 AM // Comments:
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Terça-feira, Abril 03, 2012:

Joie de vivre

Beyond survival
Constant struggle
There's an absence
Entrenched craving
Gradually uprooted
Ousted from sight

The whole is dirt
Frivolous dust
Flicker of will
Garden patch
Graves aligned
Blank slabs

Six feet under
Lies empty casket
Treasure chest
Spoils left
Lacking feeling
Urging air

by Fernando T.Y. // 7:51 AM // Comments:
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As cores que pintam o céu

Quando bem criança vi uma pipa voar.
De olhos arreganhados segui seu samba no ar.
A rabiola ia pra lá e pra cá,
Eu e minhas perninhas atrás.

Bate um vento e lá se vai,
Papagaio se perde. Não mais.
Parado na rua boquiaberto
Corri pra casa obstinado.

Descobri o que era,
como se faz
E me pus a trabalhar.

Uma, duas, três tentativas, incontáveis depois.
Ainda não reproduzi a beleza do deslumbrar.

by Fernando T.Y. // 7:51 AM // Comments:
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Quarta-feira, Março 07, 2012:

familiar

Suddenly a strange smell
Took over my room.
It started slow,
Barely noticeable.
Until once,
Upon entering,
It had become
Unbearable.

Behind my bed
Was a carcass
From an unknown
Creature
Roting for months.

I couldn't recall
Ever seeing it before,
Yet unsettling
Familiar
It seemed.

I should throw it away,
But somehow I can't.

by Fernando T.Y. // 12:02 AM // Comments:
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O fim do movimento

Filhos astutos eram sapecas
Hoje já velhos progenitores
Falharam com sua prole

Lideram pela mão
Sentaram no trono
Sem dar a lição

Ordenam um povo
Apático em seu progresso
Ignorante do passado
Desinteressado em sua história

Um abismo colossal
Pelos próprios cavado
Logo após
Conquistarem o espaço

by Fernando T.Y. // 12:02 AM // Comments:
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Segunda-feira, Dezembro 26, 2011:

The art of hammering things

I tried to build a table once.
It came out too small.
So everybody thought it was a stool.

I tried again another day,
And it was too big this time.
Everyone asked me if I had made a rack.

I gave it one last shot
And finally made a table.
A plain looking table.

That day I chose never to build tables again.
Yet here I am, knee deep in furniture
With one ugly table.

by Fernando T.Y. // 4:37 PM // Comments:
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Muda

Um pai vai ao médico, preocupado.
"-Doutor, minha filha é muda!
-Que é isso meu senhor, é só uma fase.
-Muda, doutor, MUDA!
-Não se afobe. Há tanta doença, isso não é problema.
-Não entende doutor? Muda?
-Não se preocupe, nada que um prozritaloft não resolva.
-E então é o fim doutor?
-Pode confiar."
Fim da história.

by Fernando T.Y. // 4:37 PM // Comments:
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Quinta-feira, Dezembro 22, 2011:

Thickness of air

Melting desire
Fades, evaporates
A mirage on the wall
Too far to reach

Little sense
Less will
Stale state
Standing still

Rarefied
Sloth
Sink
In goo

Mortified
You killed me

by Fernando T.Y. // 3:13 PM // Comments:
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Domingo, Dezembro 11, 2011:

Está em volta

Domingo de sol
Traz o povo às ruas.
Inunda a cidade
De jovial movimento

E em ondas a maré sobe.
Chega até a canela,
Mas nossa visão não cede
E o foco, é no alvo a frente.

Então que algo distrai,
Quebra a concentração.
Uma simples peça
Ao ar livre
Nos capta o olhar.

De movimentos suntuosos
E figurino alegórico,
Por minutos entretidos,
Rimos apaixonados
Sem minucias.

E em meio a jocosidade
Nos perdemos do sentido,
Piada ácida que chora
Da risada alheia.

Fino isto
Segue em frente.
Só mais um dia
Nada diferente.

by Fernando T.Y. // 10:08 AM // Comments:
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Terça-feira, Novembro 29, 2011:

Um conserto

E as batidas o faziam vibrar
Com cada nova onda de ar
Uma sensação primal

Por um momento
Desprovido das sensações
Se tornou o som

E nada mais

Já concreto
Sua lembrança
Era um grito

Barulho gutural
Que estremece os ossos
Desfaz o corpo

Já não era mais

by Fernando T.Y. // 3:17 AM // Comments:
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Life of wonder

One day she told me
The hardest thing
Was the crossing of a bridge

I said: all you do is walk
But she couldn't

At one end
By myself
I wondered

She had left me
I was sad

To this day
I have to ask
Why she wouldn't come

by Fernando T.Y. // 3:16 AM // Comments:
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Segunda-feira, Novembro 21, 2011:

Beneath it all

Run, before night pulls its veil,
Exposing every denizen
Concealed by her shadow.

For the sun will burn your flesh.
Punish and bare, with unrelenting will
The unsuspecting few, the unaware.

Pay, they will,
For their way,
Their will.

And, yet, still
Some will feel
Fools should fall.

Forever afraid.

by Fernando T.Y. // 4:42 AM // Comments:
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Terça-feira, Novembro 08, 2011:

O segredo da felicidade

Ferida exposta
Tapa na cara
Sem vergonha
Ou ambição

Aponta à poça
Pra revelar a chuva
Cartaz disposto
Dentro da atração

Maldito esforço
Inútil e insosso
Produto do ócio
Fastidiosa ação

Evite a pecha
De homem são

by Fernando T.Y. // 10:50 PM // Comments:
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Lost boy

Hanging by a thread
From your birth woven
By the very hands
Who placed you there

Such narrow path
Of rare leeway
Bare necessities
And a lot of weigh

Situation of eternal strain
Brings forth inevitable fate
The broken string seals the date

When woe becomes hate
There must be someone to blame
The blind feel no shame

But anger ceases
And what remains
An empty nest
Infinite sorrow

by Fernando T.Y. // 10:50 PM // Comments:
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Sábado, Outubro 29, 2011:

The choice of observance

Kicking rocks along the way.
Violent brush with heavy hands.
Annoying brittle paves the road
That taken lightly breaks bones.

Dull gems lied to waste
Of little value known to men
Forever still they shall remain.
Untouched preciosity.

Resolute march takes place.
Binds in its domain.
Restrains the subject
And makes it pay.

Time brings all to dust
No matter, diligent or unaware.

by Fernando T.Y. // 7:38 AM // Comments:
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Passou por aqui

Sem motivo ou razão
Seguiu andando pela estrada.
O caminho escuro e desconhecido,
Para tantos intimidante e desencorajador,
O atraiu como a mariposa ao calor.
Por sua vida havia escutado
Que deveria tomar cuidado.
Do desconhecido vem a dor
A possibilidade do terror.
Mas em sua mente não havia nada
Do receio cultivado.
Em seu peito só o desejo,
Desbravar mata fechada.
A cada nova cidade que passava
A gente só via
Um andarilho solitário,
Insano ato leviano.
Em suas varandas, perplexos
Pela primeira vez na vida.
Ele foi, eles ficaram.

by Fernando T.Y. // 7:37 AM // Comments:
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Sexta-feira, Outubro 21, 2011:

Hora de rebelar

Uma mágoa profunda
Alimentada por anos
De negligência,

Aos poucos consome
E se reflete
Em frustração
Sem alívio.

Pode a alma maculada
Lavar-se sem sabão?

A vida, numa caixa presa,
Nunca lhe deu a visão.
Cega, despreparada,
Tromba sem direção.

Ânsia pelo expio,
Sem forma,
Se fez em vão.

Como ultimo recurso
Grita e esperneia.
Distrai do motivo.

Cansa e se aquieta.
Chora pelo indulto.

No fim,
Sem seu brinquedo,
O doce, consolo.

by Fernando T.Y. // 11:06 PM // Comments:
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Segunda-feira, Outubro 17, 2011:

Windup toy

Slowly increasing
Or immediate burst
The movement charged
Builds momentum
Can't stop

Programed, settled
Cyclical path
Irrational acts
As animal instincts
Won't diverge

Until the coil's
Unpowered
Putting a halt
Soulless creature
Imitation of life

Once more
It's put in a bind
Setting forth
Fatal routine
Rekindle its fate

Can't unwind
Just inertly follow

by Fernando T.Y. // 5:32 AM // Comments:
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Quarta-feira, Outubro 12, 2011:

Cantiga amarelinha

Janela, janelinha,
Porta, campainha,
Corda, lampião,
Facão na mão.

Cortando mato,
Matando rato,
Cirandeando.
Cadê o gato?

Peguei um, peguei dois.
Abriu a porteira, já se foi.
Ninguém sabe, ninguém viu.
Começa de novo, conta até mil.

Um, dois e três.
Comigo não morreu
Nem eu! nem eu!
Começa de novo.
Não valeu.

Corre, corre,
Esconde, esconde,
Pega, pega.
Te achei!
Paro!
Minha mãe chamou,
Hora do almoço.
Não quero mais brincar.

Batata, batatinha,
Ovo com farinha.
Água do poço.
Arroz pro moço.

Escargot, caviar.
Não rima, não dá!
Mas tem que ter.
Uma estrofe pode ser?
Estrogonofe?
Um por mês.

Pronto já comi.
Vou pra rua
Me divertir.

Bate bola,
Chuta o chão.
Perdi a unha!
Liga não.

Correu, bateu
é GOOOOOOOLLLL!!!
Ihh! a janela do vizinho.
Não fui eu! Nem eu!

Acabou a brincadeira,
É um ano de castigo.
Quem dedurar se vê comigo.

Fim de noite,
Muito cansaço,
Sem monstro no armário
Ou embaixo da cama
Só falta dormi
Pra não ouvir a gritaria da sala.

by Fernando T.Y. // 4:46 AM // Comments:
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Unbreakable fast

Groveling ghoul
Feasts in my soul
Its putrid bits
Indulging me

Irregular supper
Perpetually carved
As circadian rhythm
Lacking a time

Forgive me Lords,
Marquises and Knights
This evening I'll
Join you in dine

Awestrucking banquets set on the table
In self consumption I'm yet uncapable

by Fernando T.Y. // 4:41 AM // Comments:
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Segunda-feira, Outubro 03, 2011:

Catálogo climático

No desbotar do campo
Planície límpida que some
Ressurge devastação
Árvores destroçadas
Entulho no chão

Graciosa brisa penteava o mato
Trazia caricias de longínquos cantos
Brutalmente suplantada por pó
Sufocante atmosfera pesada
Entope os pulmões

Caos sem renovação
Cíclico evento
Sem razão

by Fernando T.Y. // 9:27 PM // Comments:
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Sexta-feira, Setembro 09, 2011:

O mais vendido

Livro das conexões perdidas
Empoeirado em tantas estantes
Aqui em minha frente parado
Insiste em me chamar atenção.

De tua capa, rasgo exposto,
A decadência se faz presente
E por mais que me de desgosto
É meu romance preferido.

Páginas ásperas marcam os dedos
Como lixas esfolando a pele.
A carne viva sensibiliza,
O sangue negro mancha.

Por mil vezes folheado,
Recito estrofes de cor,
Ao mesmo tempo despreparado
Me assusto em sua dor.

Essas folhas que bem conheço
Marcadas por meu dedão,
Brancas, figuradas,
Pretas em razão.

by Fernando T.Y. // 3:29 AM // Comments:
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Terça-feira, Agosto 16, 2011:

Privação sensorial

O ar é poluto
E tudo seboso
Existência em nojo

A vista opaca
Sem neblina
Catarata

Um gosto amargo
Não sai da boca
Língua podre
Homem sem dente

Zumbido zunindo
Dentro do ouvido

Desconforto
É a normalidade

by Fernando T.Y. // 3:12 AM // Comments:
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Quality control

Turn the radio on
I'm waiting on my song
Leave it up and loud
I hope it pleases the crowd

I made a rhyming tune
You'll hear it soon
It's easy on the ears
It'll play for years

Today, there's no place
For music that won't sell
So in that case

I have decided
Do an empty shell
It's better

by Fernando T.Y. // 3:12 AM // Comments:
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Sábado, Agosto 13, 2011:

Diluir e multiplicar

Rio abençoado
Feito de salvação
Sua água tão pura
Revigora o sedento

Mas a ganância impera
E o bom não satisfaz
Dai, brilhante idéia
De torná-lo mais

Abriram a terra
O esticaram além
Misturaram com turvas
Águas inóspitas

De belo riacho
Retificante
Uma teia gigante
Suspiro decepcionante

by Fernando T.Y. // 3:12 AM // Comments:
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Monumental noise

Stray dog barking at my door
Won't be quiet ever again
I've ran out of food
Never had love
There's nothing to give
But he never leaves

Yelling adds up
Makes it worse
Stones don't work
He screeches louder

My ears can't take it
My mind goes blank
Blindness of rage
Filled with hate
I go outside
Am met with nothing

Steps are cold
Streets empty
All I can hear
Is a dog barking

by Fernando T.Y. // 3:12 AM // Comments:
_________________________________________

Sexta-feira, Agosto 12, 2011:

All deaths are different than others

My father drove a car
Into the river
Never releasing the wheel

He wanted to dive
To see the fish
Forgetting the moss
Blocking his view

He fought so hard
But couldn't leave
The motor was dead
And he wanted to drive

So he drowned
Oil leaked out
Everything killed

Some men can't watch fish
Try as they might
It all gets squished

Some men can't
But they all dive

by Fernando T.Y. // 2:50 AM // Comments:
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Evento rotineiro se faz presente

Se me permitir uma indelicadeza pertinente.
Não devo mentir, inevitavelmente não serei breve.
Meço as palavras, portanto pareço pedante,
Mas não deixes enganar-te prezo o teu interesse.

Por preferência arbitrária
Fiz a seleção deste vernáculo.
Não obstante a compreensão
De sua possível incoerência.

Tão somente me retivesse
Aos traços de outrora,
Indubitavelmente transcorreria
Ao desleixo da duplicação.

Torne teu foco, por obséquio, à este relato.
O meu esforço lírico é desprovido de pujança.

by Fernando T.Y. // 2:50 AM // Comments:
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Quinta-feira, Agosto 11, 2011:

Unheard warnings

Caramel stuck to the tooth
Tastes sweet all day
Memory of the candy I ate

It sours my mouth
To everything else
Rots my roots

If I eat it today
I'll break my teeth
But it never comes out
Reminding me how

I once loved sugar
And the following pain
Cavity causes
Until this day

by Fernando T.Y. // 5:02 AM // Comments:
_________________________________________

Segurança sufoca

Que lhe cortem as asas
Para não voar
Lhe tirem as cordas
Para não latir
Removam as unhas
Pra não arranhar
O animal não morre
Agoniza e sofre
Mas a besta
Não perde a fome

Você pode prende-lo
Nunca domina-lo

by Fernando T.Y. // 5:00 AM // Comments:
_________________________________________

Quarta-feira, Agosto 10, 2011:

Para sempre muito vago

Curioso, fui atrás
Do destino da raposa
Que de tola desdenhou
Do que não pode ter

Frustrada se escondeu
No fundo de sua toca
Muito boba acreditou
Paredes frias como proteção

Chamei por ela
Não respondeu
Joguei uma pedra
Ecoou

O buraco era pequeno
Escuro e muito sujo
Deixei de lado
Muito esforço
Bicho tosco
Não merece tanto

Dia seguinte amanheceu
A arrogante, piada pronta
Passou por toda boca
De quem nunca a vira antes

De curiosidade voltei
Para saber que fim lhe deu
Sua casa era vazia
E nem sinal de habitante
Tropecei quando já ia
Numa pedra sobre um monte

Era um jazigo sem nome

by Fernando T.Y. // 1:59 AM // Comments:
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Clipped at birth

Class is too crowded
He can't be alone
The silent statue
Moves right along

Hall is too lively
Many faces unknown
Unattainable peace
He searches in vain

Staircase seems safe
Until the sign belts its tone
The unstoppable current
Drags him away

Finally it settles
And he gets his way
Standing at the gate
Such lonely day

It must be tiring
To not have a home
To look for some comfort
Expelled from paradise

by Fernando T.Y. // 1:57 AM // Comments:
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Terça-feira, Agosto 09, 2011:

Os tempos estão a mudar

O cafezal foi queimado
O que restou, gosto amargo
Insuportável ao paladar
Açucarado, goela abaixo

Da história, nosso marco
Na rotina mero esforço
Pra manter de pé o moço
Que vai colher algodão

Seu legado, a vergonha
E o valor abandonado
Some com o tempo

Em seu lugar um xarope
Alucinógeno e insípido
Disseminado como vírus

by Fernando T.Y. // 3:04 AM // Comments:
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Just a way to pass the time

Blank pages flying by
Getting yellow due to time
So many past that I can't write
It'd feel wasteful if I cared

The ones I read
Already forget
Just some words
Come to mind

They all mix and mingle
Becoming one
A whole new past
On its own

At last the notebook is almost done
And eagerly I seek to know the end
No matter if I've lost the sight
Of how this story even begun

by Fernando T.Y. // 3:03 AM // Comments:
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Sábado, Agosto 06, 2011:

Tracinha infeliz

Infinitas estantes
Hipnotizam
De um acervo infinito
Que não satisfaz
O desejo incessante
De saber mais

Na biblioteca da vida
Não tem o cartão
Nem se qualifica
Não tem permissão

Se encolhe ao lado
Tenta ler rápido
Lá vem a menina
Lhe estapear a mão
"Larga esse livro moleque
Vai trabalhar
Arranja um serviço
Larga mão"

Sai correndo
Feito traça
Furando
Toda encadernação
Aos poucos
Crescendo
Mas sem direção

Se perde nas páginas
Enganchado em palavras
Não sabe o que dizem
Mas lhe povoam o estômago

by Fernando T.Y. // 1:10 AM // Comments:
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To be an innocent ignorant

Sweaty palms
Dried lips
Nothing to say
Babbling anyway

A clear image
Twisted out
A lost sight
Nightmare

Doom and despair
Mounting regret
Grim assumptions
Take nowhere

Sand flows, execution is here
Life goes on, heaven again

by Fernando T.Y. // 1:09 AM // Comments:
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Domingo, Julho 31, 2011:

Doom about town

Look up to the sky!
There's a spaceship
Coming down.

What do we do?
We all just
Run around.

Some people are jumping,
Other set the world aflame.
Why are they kneeling
Beneath the landing lane?

It's all so strange,
So new and unheard.
So we all go insane.
Let's murder the herd!

Just sitting there,
Watching from afar,
The exiled man though:
"What a nice balloon."

by Fernando T.Y. // 5:17 AM // Comments:
_________________________________________

Ponto de vista

Andando pela rua
Achei um vaso rachado.
Enquanto todos ignoravam
Fui enfeitiçado.

Parecia comum
Antes do evento,
Mas foi sua cicatriz
Quer lhe deu beleza.

Não era mais o mesmo
De quando fora comprado.
Passou de simples recipiente
Para ser único a ser admirado.

O mundo aprecia a utilidade.
Sua incapacidade me interessou.
Eles que fiquem com a figura perfeita.
Passarei minha vida a juntar seus pedaços.

by Fernando T.Y. // 5:16 AM // Comments:
_________________________________________

Sexta-feira, Julho 29, 2011:

Última flor do jardim

Aos meus cuidados
A mais linda flor
Se desfez assim,
Pétala por pétala.

De seu odor,
Memória,
Resquício da dor,
História.

Espinhos afiados
Drenam o sangue,
Proteção sútil
Da indiferença.

Jogado ao chão, um caule pelado,
Sob uma poça, não identificado.

by Fernando T.Y. // 6:12 AM // Comments:
_________________________________________

Dies by the mouth

Moving through limbo
With this heavy heart,
It's easy to see now,
Not knowing is worse
Than being betrayed.

I sat there wondering
What it all had meant,
A whispering sigh,
Whistling wind.

At the edge of reason
Was asked to jump.
Will I meet ground
Or fly away?

Unbearable doubt
Clinching the soul.
Little did I know
I'd answered myself.

by Fernando T.Y. // 6:12 AM // Comments:
_________________________________________

Quarta-feira, Julho 27, 2011:

Espirito de Júlio

No calor do inverno,
Uma súplica por chuva,
A cidade é fria
Embaixo do sol.

De longe se vê
Gotas distantes
Meras miragens
Logo esquecidas.

Em sonhos
Nevava
Cobrindo
O chão,

Mas estes pés
Só conhecem asfalto.

by Fernando T.Y. // 2:27 AM // Comments:
_________________________________________

Gazing

I looked for you
Even if fearful,
Adventured outside
Hiding in shadows.

But your image was faded
And I couldn't see.
Yet uncourageous
I stood still.

So familiar,
You seemed
Peculiar.

My lasting desire
Drenched in doubt
Couldn't reach out.

Should've...

by Fernando T.Y. // 2:27 AM // Comments:
_________________________________________

Segunda-feira, Julho 25, 2011:

Self-consumption

We applauded her cries,
Swam in her tears.
As she tried to get by
We watched her die.

An ancient sorrow
We didn't recognize.
A watching crow
Guiding her demise.

Your name was a curse,
As if destined to be,
But also your beauty
Which we rarely see.

Oh sweet child, you had so much to give!
In the end, you gave it your all.

by Fernando T.Y. // 6:59 AM // Comments:
_________________________________________

Decisões

O último passo é o mais difícil.
A diferença entre impulso e resolução.
O impeto inflamado apazígua
Na ressaca o debate final.

De repente o ar pesa
E uma tempestade mental
Toma posse do corpo.

Em um ambiente hostil
Sua crueldade é crítica.

Basta um sopro para selar o destino.

by Fernando T.Y. // 6:59 AM // Comments:
_________________________________________

Sábado, Julho 23, 2011:

Casa abandonada

No meu porão
Só tem poeira.
Procurei por algo
Mas estava vazio.

Algumas caixas velhas,
Que não eram minhas,
Juntavam um cheiro
De tão insuportável
Subi.

Um dia crio coragem
E limpo tudo.
Um dia...

by Fernando T.Y. // 5:42 AM // Comments:
_________________________________________

Images

Today I found a note
From when I was younger
And it read like this:

"I had a dream
That I walked in the sky
Followed by a bird.

Its bright red feathers
Were flames through clouds
Making rain pour down.

Above us, stars,
Fireflies dancing
In flashing light.

I lived above the air
Beneath the universe...

It was nice."
I can't remember
The last time I dreamt.

by Fernando T.Y. // 5:42 AM // Comments:
_________________________________________

Quinta-feira, Julho 21, 2011:

Comprometimento

Uma árvore caiu em meu quintal
E o seu estrondo perturbou meu sono.
Descalço admirei-a pela janela
Sem me dar ao esforço de encontrá-la.

Lembro da semente que ali plantei,
Da diligência com que a reguei.
Impulso da excitação
Logo se tornou obrigação.

Balancei em seus galhos
Dando muitas risadas.
Limpei suas folhas
Reclamando aos suspiros.

Então que minha negligência se evidencia,
Os sulcos em sua pele apodrecidos lentamente.
Sem mais tempo de lhe dar atenção
Todas as folhas caíram ao chão.

Levou metade da casa
Num último suspiro.
Na manhã seguinte
Tomei banho ao ar livre.

by Fernando T.Y. // 1:41 AM // Comments:
_________________________________________

Phoenix

It all burns
To a crisp
But never
Consumes

Eternal flame
That bothers
Endless
Abuse

Unquenchable
Fire inside
Preying upon
Peace of mind

Undying
Lifeless

by Fernando T.Y. // 1:40 AM // Comments:
_________________________________________

Terça-feira, Julho 19, 2011:

Teaching hate

Wasting child,
I cried for you,
The embrace desired
Way past its due.

Too busy to see
Your scars at night,
We move aimlessly
Ignoring your plight.

But now that's dark
And its easy to notice,
As we dress the sky
And you rest in peace,

It finally sinks in, we could be saviours.
We turn the other chick, denial and blame.

by Fernando T.Y. // 5:51 AM // Comments:
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Meu porque

De que me serviria
Alguns cômodos vazios
Colecionando mofo?

Que uso teria
Um monstro na coxia
Devorando feno?

Não quero trajar ouro
Ornado natalinamente
Com graais temporários.

Prefiro minha gaita
No banco da praça
Cantando a madrugada.

by Fernando T.Y. // 5:49 AM // Comments:
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Domingo, Julho 17, 2011:

Castaway

Staring at a glass
I saw her reflection.
In the amber hue
Drawn like a fly.

Still too aware,
I stepped lightly.
Yet ignorant
My destiny was cast.

Stumbling through
I barely made my point.
As it was supposed
Rejection joined me.

The words that she said
Now echo in my head.

by Fernando T.Y. // 5:31 AM // Comments:
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Anoitecer

O leito me chama,
Na calada do bocejo,
Um peso invisível
Me cola ao colchão.

Exaurido, em busca de alento,
Me entrego ao anoitecer.
Então que inflama, meu orvalho,
E eu me perco na escuridão.

A recusa do corpo
De repousar
Afeta meu sono.
Já não posso mais.

Batidas paulatinas evidenciam
A fraqueza do corpo debilitado
A travar uma guerra com si mesmo.
Sua única vítima, eu.

by Fernando T.Y. // 5:31 AM // Comments:
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Terça-feira, Julho 12, 2011:

Mãe

Sentada em sua cadeira
A contar as moedas,
Alimenta um filho
Em seu colo.

Enquanto dez choram
Famintos e desolados.
Logo se exaltam
Ao receber as migalhas.

Brinca com seu brinquedo
Para seus irmãos limparem
A bagunça generalizada.

Um dia essa casa vai explodir
E o favorecido será engolido.
O resultado, devastação.

by Fernando T.Y. // 1:40 AM // Comments:
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Unanswered

Hello my lover, where are you?
Have you called dr. Jack yet?
Tell me what I'm searching for.

Should they keep scouring the forest?
Or should I watch for the bridges?
Have you followed Sylvia's path?

I saw your message on the tree,
But was too late to catch you.
The scars that you left there
Weren't washed by the falls.

It said happiness wasn't enough
To lift the weight from your pockets,
And as you saw our utopia dissolve
You walked through the field.

I can't see you anymore.

by Fernando T.Y. // 1:39 AM // Comments:
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Quarta-feira, Junho 22, 2011:

Sedimentos

Vai garoto bobo
Enfia o dedo na ferida
Crente que um belo dia
Ela finalmente vá sarar.

Teve o bolo a sua frente
E não o quis saborear.
Agora fica todo torto,
Faminto e esvaecido.

Na multidão de estrelas
Que cobrem a manta negra
Do céu, alcançaste a mais
Distante, que brilha rubra
Em sua sombridão.

Com medo de se cegar
Tornou os olhos para trás.
Às imagens da supernova
Abandonou o que estava lá.

Agora chora ao olhar pra cima
Na saudade do que podia ser,
Canta canções tristes
Na ressaca da paixão deserdada.

by Fernando T.Y. // 8:41 AM // Comments:
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Summer of 1969

Watching life through an hourglass
As the sand builds up on the bottom,
The imminent and fateful end nears.

Sitting there admiring his reflection
A faceless man who doesn't understand
What he sees. The white grains crumble.

Atop a mountain ready to give
The fulfilling illusion still
That a world is being made.

When the last particle touches the mound
And the impending doom finally comes true
There will be no salvation or redemption.

It will all be naught,
Until it's turned around
And starts all over again.

by Fernando T.Y. // 8:40 AM // Comments:
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Domingo, Junho 12, 2011:

Erato's cry

I yearn her touch,
The sweet embrace
Soft upon my skin
That's forsaken me.

Had a glimpse of such warmth,
Surrounding me with blinding
Enlightenment. Time stood still
As I felt the extreme ecstasy

Of symbiotic existence.
Fears and hopes as one.
Wishes that came through.

Now she's nothing but a ghost,
My ever hurting phantom limb,
Open wound of what could've been.

by Fernando T.Y. // 2:05 AM // Comments:
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Rufusseia (Rufíada)

Vim cantar João,
Da rubridão umbral
E modesta cautela,
Que lhe descansa
Sobre os olhos.

Sutil por natureza,
Pinta o céu de tristeza
Quando se põe a navegar.
O rastro de sua luta,
Uma exaustiva busca.

Sobrevive do sobejo
Que ninguém quer aproveitar.
E de abrigo em abrigo
Nunca cria um lar.

Se retira em seu canto
Até mesmo onde não o há.
Com seu grito estridente.
À espera de um amor, quiçá?

by Fernando T.Y. // 2:05 AM // Comments:
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Sexta-feira, Maio 27, 2011:

Estamos encaminhados

Seguimos reto, obstinados.
Olhos à frente, nada ao lado.
Com passos largos marchamos
Ao ritmo do trompete de latão.

Em uníssono somos um,
Cardume humano em movimento.
Sem quebrar a linha
Reagimos como esperado.

Beleza estética implacável,
Como um tapete que se move
Fluidamente. estável e regular
Percorre um caminho eterno.

Não há quem ligue pro seu chão de cacos de vidro
Ou para o precipício que no fim se encontra.

by Fernando T.Y. // 3:06 AM // Comments:
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Suicide by the park

I watched a man
Bare his soul on stage
As the audience gasped.

I saw the boy traped inside
Make his sigh loud enough
So the world could here it.

And the waves that it'd made,
I believed would come ashore.

All who witnessed what I'd just seen
Stood in awe without response.

Our lives forever marked,
Beauty we couldn't explain.
And so the moment's lost,
Left behind, uneasy pain.

by Fernando T.Y. // 3:05 AM // Comments:
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Terça-feira, Maio 17, 2011:

Plain

Summer breeze, gently sweeping
My cheeks as I sit in solitude.
Upon a single bolder, I gaze
At the dust that settles.

A constant chill runs by my core
Of passing ghosts and unknowns.
The times to have been had,
The ones that might have been.

One dead tree provides but little shade.
Its roots are rotten, its leaves fallen.
There's not much to be seen, nor trace
There ever was. And so the sun goes down.

Nothing is left, nothing is still
Yet I sit here, alone in my hill.

by Fernando T.Y. // 10:48 AM // Comments:
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Bem-me-quer, mal-me-quer

Paixão desvairada,
Amante alucinada,
Devastaste seu coração

Largou-o despedaçado,
Pobre coitado,
Amargurado em desilusão.

Beleza que o seduziu,
A seda que em ti sentiu,
Inesquecível sutileza.

Mas de pirraça
Sumiu, fez-se fumaça.
O que sobrou? tristeza.

Em seu delírio apareceu.
Fingiu piedade o acolheu.

No último suspiro,
Um única lágrima, não foi tua.

by Fernando T.Y. // 10:48 AM // Comments:
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Sexta-feira, Maio 13, 2011:

Indivíduo imóvel

Pedras nuas deslizam em campos áridos
Lentamente se arrastando aos milímetros.
Errantes em seu rastro no barro seco.

Uma cicatriz suave rasgando
O chão, já ramificado pelo
Sol, impiedoso imperador.

Fogem do desconhecido
Por meios inconcebíveis.
Especula-se o improvável.

Berço da criatividade das mentes malformadas,
Este enigma tem um cerne oculto muito diferente.
Não me interessa como se movem, mas por quê.

by Fernando T.Y. // 10:36 PM // Comments:
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Domingo, Maio 01, 2011:

Playing in the sun

Sand castle, I can see you,
Beautiful and perfect as I wish.
Standing sturdy before my eyes.
Oh, what joy you will bring me!

Bucket and shovel in hand,
I set out to build you.
Confident with every move
That you'll end up what I dreamt.

When your towers are good and high,
I step back and view my work.
I'm so close to what I want
Yet you seem so dull and ugly.

I let out a solemn sight
Kick you down and start again.

by Fernando T.Y. // 8:07 AM // Comments:
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Domingo, Abril 24, 2011:

Legado de nossa miséria

Articulações funcionais
Programáveis porém limitadas
Volumoso em demasia
E densidade nula

Imperfeições assimétricas
Incoerência no design
Recursos obsoletos
Falta de padronização

Validade limitada
Futuras alterações necessárias
Podem estender seu uso

Deve recomendar-se ao cliente seguir as instruções
Para melhor aproveitamento das características do produto
Não nos responsabilizamos por insatisfação em seu uso

Em suma nossa avaliação classificou-o como tal: é inútil

by Fernando T.Y. // 4:37 AM // Comments:
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Domingo, Abril 17, 2011:

Coro da voz solitária

Chora o coro solitário
Pelas ruas a cantar
Homem pobre e otário
Acredita que vai dar

Marcha só ensandecido
Infla o peito decidido
Mesmo que não tenha rumo

Grita a todo transeunte
E nenhum que lhe escute
Muito menos seu resumo

Chora o coro solitário
Pelas ruas a cantar
Homem pobre e otário
Acredita que vai dar

Pra convencer o povo todo
A lutar contra esse lodo
Que domina o nosso lar

Canta mesmo sem plateia
Para agradar Dulcineia
E depois se joga ao mar

Chora o coro solitário
Pelas ruas a cantar
Homem pobre e otário
Acredita que vai dar

by Fernando T.Y. // 3:41 AM // Comments:
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Sexta-feira, Abril 15, 2011:

Estátuas de pedra encaram de volta

Em sua peregrinação eterna
Por incontáveis cidades
Encontrou diversos refúgios
Sem tropeçar por um lar.

Colecionando pedras
Que imaginava minérios
Sua carga pesava mais
Seus passos eram menos.

Suas costas já sediam
Os pé se calejavam
De sua viagem original
Sobrou um único alento

Sentou-se em um toco e perguntou:
Onde estou?

by Fernando T.Y. // 10:51 PM // Comments:
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Sexta-feira, Abril 01, 2011:

Raízes

Bela cerejeira!
Chorei o cair das folhas...
Mas o seu tronco é firme.

by Fernando T.Y. // 2:47 PM // Comments:
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Domingo, Março 20, 2011:

Minha epopeia

Eu vivi rodeado
De heróis idolatrados
Em meu canto sozinho
E sonhando acordado

Queria alcançar as estrelas
Sem asas para voar
Despenquei como pedra
Cai ao chão virei pó

by Fernando T.Y. // 7:09 AM // Comments:
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Quinta-feira, Março 17, 2011:

Dezessete de março de dois mil e onze

Neste dia de São Patrício
Me liberto das restrições
Da vergonha e consciência

Me embebedarei em pecado
Desfazendo-me do homem
Que procuro ser todo dia

Celebrarei a morte
Das amarras as quais
Me sujeitei pela vida

E em uma última sessão
Honrarei meus amigos celtas
Que regojizam uma noite em seu passado

Irei para o oeste, saborear a doce vida
Me ajoelharei a ninguém, nem que me queimem
Deitarei ao lado de leopardos e voarei com as águias

by Fernando T.Y. // 10:15 AM // Comments:
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Quinta-feira, Março 03, 2011:

Ode ao Carnaval

Sete dias de esbanjo
Precedidos de quarenta
Dias de abstinência
E grave penitência.

A cruz que governa,
O mártir que vigia,
A presença salvadora,
O corcunda abandonado.

Mas o caminho é muito longo,
De um terreno acidentado.
Há um atalho mais atraente
Que permite desviar do processo,

Com um pequeno custo, é o único acessado.
Basta despir-se plenamente e ficar pelado.

by Fernando T.Y. // 9:10 PM // Comments:
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Sábado, Fevereiro 12, 2011:

Retorno

Já turvo e calcificado
Há pouco a se formar,
E no epílogo de seu conto
Seguiu as pegadas deixadas pra trás.

A cada passo um epitáfio,
Uma lápide maltratada.
Nomes desconhecidos,
Um passado apagado.

Seu caminho se alongava,
As imagens desbotadas,
Das palavras sobrou nada,
Se viu perdido, desnorteado.

Despido e descalço, andava sobre pedras afiadas
Mas o terreno que o precedia era areia pura.

by Fernando T.Y. // 5:18 AM // Comments:
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Sábado, Janeiro 15, 2011:

Trêmulo Colosso

Símbolo da purificação,
Estandarte da destruição,
Torrente manufaturada,
Conseqüência já esperada.

Unidos na desolação
Nos tornamos irmãos
Sobre o solo pavimentado
Do sangue por nós derramado.

Nos damos a velar,
Nossa única identificação,
Esquecer deixar pra trás,

Varrer e recomeçar.
Mas a poeira acumula
E já não há mais lugar na copa.

by Fernando T.Y. // 1:52 AM // Comments:
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Sábado, Janeiro 01, 2011:

Eterno torpor

Universo táctil
Nevoa materializada
Espaço inútil

Mármore de memórias
Imagem esterilizada
Esgoto de glórias

Hasteie a bandeira
Flâmula dissipada
Mentira verdadeira

Horizonte lúdico
Fim de estrada
Oásis pudico

Morte letárgica
À espera do nada
Vontade esporádica

Torpor eterno

by Fernando T.Y. // 3:04 AM // Comments:
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Domingo, Dezembro 12, 2010:

Choro de uma noite de verão

Noites de verão,
Do ar rarefeito
Ao arder do leito,

Subjuga o homem,
Seja ao desalento
Ou à renuncia.

Os sonhos são mais pesados,
Os cantos mais arrastados.

Essa gente batalhadora
Que tenta se erguer,
Logo deixa o varão de lado
E se entrega ao curumim.

Querer vencer o mormaço
É brigar com a Uiara,
Procrastinar a letargia,
Abnegar sua melodia.

Nasci do choro do Sabiá
Na terra dos palmares esquecidos.
Vivi dos brados ecoantes
Que jamais foram ouvidos.
Agora, desisti de ser estrela,
Me contento em ser Macabéa.

by Fernando T.Y. // 11:50 PM // Comments:
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Segunda-feira, Dezembro 06, 2010:

modi operandi

Consciente imobilizado
Presente inutilizado
Um mero espectador
Paciente em sua dor

Mímico em seu cliché
Protagonista anestesiado
Sujeito à lobotomia
Expia sem haver pecado

Em sua existência blasé
Os dias não se diferem
Lhe escapa a autonomia
Vive como um gérmen

Ser escravizado, pela rotina amestrado
Segue sem rumo, a inércia, seu aprumo

by Fernando T.Y. // 1:15 AM // Comments:
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Segunda-feira, Novembro 29, 2010:

Autoflagelação

Ato de invocar em si
Dor ou sofrimento
Atitude destrutiva
E depreciativa
Do próprio ser

Comum em práticas religiosas
Familiares
Em culturas que estabelecem
Valores dicotômicos e polarizantes
Podem levar a redenção

Escapismo sádico
Ou súplica ao cuidado
Motivação
Vulgarmente egoísta
Paranoia patológica

Manifestada em danos
Corpóreos
Psicose
Obsessão mecânica
Autoinfligida

by Fernando T.Y. // 1:27 AM // Comments:
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Segunda-feira, Novembro 22, 2010:

Visão

Nos olhos se escondem
As vidas das pessoas,
Em suas retinas gravadas,
Seu maior sentido.

Espectro da luz refletida,
Imagem de vossa identidade,
Confiável e única medida
Do seu destino e verdade.

Em suas nuances
E figuras criadas
Encontra-se o seu
Tudo e o nada.

Para os cegos
O que resta?

by Fernando T.Y. // 12:30 AM // Comments:
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Terça-feira, Novembro 16, 2010:

A kleine poetzie

Mi piace il sonetto così.
I would like to write sonnets,
Mas não sei.

Bambino sciocco,
Thinks he'smart,
Mas não é.

C'é una libertà
He seeks on the feather
Por não a ter.

Per questo oso
To conquer the form
Que sei bem.

Scrivere è così, senza insegnante,
If you want, do it youself, help não há.

by Fernando T.Y. // 12:50 AM // Comments:
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Domingo, Novembro 07, 2010:

Almoço

Enquanto o suor lavava
De mim qualquer anseio
E o marasmo instaurado
Se tornava minha casa

Uma mosca pousou em meu prato.
Ela, reluzente em sua apatia,
Me instigou grave cólera no ato.
Inflamado amaldiçoei sua ousadia

Em incidir em meu repasto.
Arruinou aquele meu hábito,
Agora sempre desfigurado,
Por sua audácia estragado.

Enfim elucido minha indignação
Fui enfastiado por sua exposição.

by Fernando T.Y. // 9:03 PM // Comments:
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Segunda-feira, Novembro 01, 2010:

Temporadas vertiginosas

Floresce um louro-rosa
Do vácuo que se impunha,
Rasoura ao da cigarra
O canto da esperança.

Então se inflama o alento
E samba trezentos metros mais,
Mas logo se cansa, o quilômetro
Em areia sem mar se desfaz.

Imerso em seu ambiente,
Entrega-se ao timbu
Para ser displicente,
E se consolar na umbra.

Finalmente, faz da escuridão sua estância
E de seu trajeto só lhe resta recalque.

by Fernando T.Y. // 5:14 AM // Comments:
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Sábado, Outubro 23, 2010:

Porquê beber

Mais uma dose se possível
É o mantra quase suplicante
Que o bêbado sempre profere
Consciente de sua decadência

Só mais uma por favor
É o coro de seu canto
Delirante por mais um
Momento de inebriedade

A última eu prometo
É o suspiro de seu luto
Ensurdecedor prestes
A ser selado em fim

Seu estado deprimente aduz à pena
Seu desvario por vez, gera inveja

by Fernando T.Y. // 9:07 PM // Comments:
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Domingo, Outubro 17, 2010:

Fatalidade

No barulho da vida
Retumba o desejo
A vontade perdida
À espera do ensejo

Do momento passado
Resquício do sono
Sonho despedaçado
Noite de Outono

Suspiro do crente
Em seu leito tardio
Choro de um doente
Em seu último fio

O tempo é impiedosamente fatal
Em seu desígnio nosso arbítrio é banal

by Fernando T.Y. // 1:24 AM // Comments:
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Segunda-feira, Outubro 11, 2010:

Basta existir

Sentir o tempo passar
Como um passageiro.
Ver o dia, o luar
O dia inteiro.

Como se esperasse Sebastião,
Nutre um vão desejo,
Em sua inútil paixão,
De vencer o cotejo.

Neste oásis que vivo
O tempo é supérfluo,
O anseio subversivo.

Logo desiste o afoito
Deste existir tão árduo
Que lhe atrapalha o coito.

by Fernando T.Y. // 1:33 AM // Comments:
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Domingo, Outubro 03, 2010:

Anagnórisis ou sofisma

De um pedaço de terra minúsculo
Vi um barco passar, cercado d'água
Era bela, a moça que se encontrava lá.

Tinha um ar solícito em si,
Que me aconchegava e fazia
Sonhar. De um golpe revela
A malícia, que me faz afogar.

Musa dos que estão na vigília,
Ainda bêbados d'amar, que se
Mostra santa Paulina, nos leva ao mar.

Morre a última de Pandora,
e o reflexo que vi no
Aqueronte, co'barqueiro
A me chamar, era Anastácia

Não me via mais...

by Fernando T.Y. // 10:10 PM // Comments:
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Domingo, Setembro 26, 2010:

O Sonho

Imagens aleatórias
Se fazem comunais.
Seriam a verdade,
Ilusões simplórias?

O que faz de uma sombra,
Aquela silhueta amorfa,
A porta que abro,
O que se encontra?

Um sopro fétido nos envolve.
Seu cheiro subjetivo,
Nos consome.

Identidades gerais geram individualidade?
O homem que estrofa, rapsodo se vê um bardo.
Indefinido, de que me serviu o artigo?

by Fernando T.Y. // 2:04 AM // Comments:
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Segunda-feira, Setembro 20, 2010:

Cântico

Envolto por ti
Já não me sustento mais.
Perdido em teu desejo,
Errante, como Dante.

Me prendo, porém,
Ao que nunca lhe agradou.
Seus cantos eram
Mais importantes.

De turvo pinta a retina,
Neste caso sem Dama divina,
Beleza que não posso alcançar.

Ensandecido em minha cruzada,
Exausto, a troco de nada,
Só me resta esperar

Eternidade

by Fernando T.Y. // 1:47 AM // Comments:
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Domingo, Setembro 12, 2010:

Motivação

Apaixonado, canta às estrelas.
A inspiração de seus suspiros
O faz atravessar barreiras
Antes intransponíveis.

Não se ve restrito pelas incertezas
Ou encurralado por suas faltas.
Pomposo, carcareja ao sol e a lua
Como se pintasse o teto da Sistina.

Velado pela paixão
Se entrega ao prazer,
Ao gozo da ignorância.

Em seu eterno delírio
Faz de todas suas melodias
O mesmo vaso chinês.

by Fernando T.Y. // 11:15 PM // Comments:
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Domingo, Setembro 05, 2010:

Familiar

Acorda de repente, no meio da madrugada.
Ainda faltam três horas pro alarme tocar.
Fecha o olho, deita a cabeça no braço.
Muito quente para se dormir, inútil...

Planeja o dia em meio a aurora,
Já tem todos seus passos em mente,
Só lhe falta saber como sobreviver.
Agora só precisa se manter alerta.

Pequeno cochilo, lhe custa a pontualidade.
Corre, já não pôde fazer a barba.
Que seja, va neandertal, ninguém liga.

Meio dia, hora do almoço, suas pernas
Não lhe sustentam mais, o serviço continua.
Ao pôr do sol sabe que devia escrever...


by Fernando T.Y. // 12:16 AM // Comments:
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Domingo, Julho 11, 2010:

Eternidade

Preso nesta caixa mofada,
Paredes verdes emboloradas
Na qual só existe o vazio
E o ar pungente tedioso.

Olhos acinzentados
Pela poeira estagnada.
Os pés não tocam o chão,
Cabeça avoada, cheia de nada.

Abordo do Zeppelin,
Além do arco-íris,
Caçando quimeras.

Estrela que se perde,
Brilha defunta,
Como todas do céu.


by Fernando T.Y. // 6:22 PM // Comments:
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Segunda-feira, Junho 07, 2010:

Vida no buraco negro

Um espaço indeterminado
No qual toda luz se esconde,
Mas na sua busca incessante
O resultado é escuridão.

Os desejos que nutria
Florescem em renúncias.
Aqui, onde as horas curvam,
Sessenta minutos já não são.

Seu âmago de densidade infinita
Não deixa nada em sua volta,
Comprime até a última de Pandora.

A existência se torna
Um trabalho de Sísifo
E sua eterna lembrança


by Fernando T.Y. // 1:03 AM // Comments:
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Terça-feira, Maio 11, 2010:

Tapeçaria

Entre os muitos fios
Que formam este tapete,
Se entrelaçando bacanalmente,
Reside a minha esperança.

Uma trama caótica
De pontos perdidos,
Linhas ininterruptas
E voltas sem fim.

Neste oceano de bordados,
Onde somem os horizontes,
Não vi uma fresta brilhar.

Daquele dourado encantador
Emanaria alivio doloroso.
Me falta puxar o que está solto.


by Fernando T.Y. // 12:51 AM // Comments:
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Terça-feira, Abril 06, 2010:

Engana-se

De minha caneta não sai sangue.
Por mais viscerais que meu traços pareçam,
Tolo é aquele que os confunda com suspiros.

De meu esforço lírico
Se deve extrair somente
O suor da labuta.

Cada letra meticulosamente
Planejada com seu propósito.
Esta é a sina de um demente
Que segue a escolha que exercito.

Tópos comum do ramo,
Simbolizado em Pessoa.
Em cada ver uma verdade
E na verdade, mentira.

by Fernando T.Y. // 2:12 AM // Comments:
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Sábado, Março 06, 2010:

Distorted Blues

The beaten earth,
Now cracking asphalt,
Burns my soles.

Beneath the scorching sun
The black man has become
The submitted youth.

There was a time men
Could sing out the devil.
Now we all shut our mouths
And take in god.

The traveling man looked
For bread on his plate.
The working man looks
For seconds on a day.

All I want is a bar stool
And an old guitar.
Put a bottleneck on my finger,
A harmonica on my mouth
And watch me cry.


by Fernando T.Y. // 2:58 PM // Comments:
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Segunda-feira, Fevereiro 15, 2010:

Passing time

We're all such fleeting creatures,
Molding and shifting our form on a whim.
The extent of our personality
Is as deep as convenience makes it.

How much better would it be
To hide such notions in analogy,
And how much flattering it is
To just put it as simple as this?

Why labor on improvement
When you can bask in excuses?
Why waste any movement

Towards embetterment of any kind?
We can strive in mediocrity!
I'll bet no one will mind...

by Fernando T.Y. // 11:09 PM // Comments:
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Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010:

Secrets of the trade

He looks outside,
Sees nothing but
A wall of windows.

All shut,
Darkened
Or covered.

Feels like they are watching him,
But there's no one on the other side.
He tries to meet a gentle glance,
But the air is filled with ignorance.

Then he closes his blinds trying to sleep
And forget the people across the street.
The cold embrace doesn't let him rest,
A terrifying notion that his destiny is cast.

While Mr. Sandman neglects his bed
He won't let a single tear be shed.
As this times are all too familiar
To every lying poet shed a tear.


by Fernando T.Y. // 6:48 PM // Comments:
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Quinta-feira, Janeiro 14, 2010:

Sympathy for the man

Please don't interrupt me
While I talk to myself.
I've no wealth or taste,
Nor much long to go.

I've no faith, fate has forsaken me.
My salvation, in a petri dish, our doom.
Do you know me, the purpose of this game?

I've no banner, delusion made me skeptical.
My believe, starving for hope, died long ago.
Can you recognize me, the meaning of it all?

I've no flag, society shunned me out.
My individuality, their eyes, an empty vessel.
Is it clear now, what's it all about?

We killed the poets, made them write journals;
We murdered the musicians, had them play tunes;
Assassinated artists, got them selling names.

Are you able to see,
The truth behind lines?
I am you, simple and inane.

No great been or foul creature,
Neither hero or opposition.
We are all the very same.


by Fernando T.Y. // 4:28 AM // Comments:
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Quinta-feira, Agosto 06, 2009:

Obsession

There is a fire that never goes out
As tacky as it may seem, it's relentless
Pocking my soul endlessly in an increasing
Fierce pace depriving me of all sleep

'Til the day my name
Shall be last said
I'll know no peace

The urge, always have me
Craving what I don't belong
So far from being achieved
Taunting it's seekers

That elixir of eternity
Shared by only the greatest
Names who outlive worlds


by Fernando T.Y. // 3:12 AM // Comments:
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Domingo, Agosto 02, 2009:

I will put in a box...

the sound of a needle scratching a disc
old games played with lost friends
the spicy smell from my grandma's house
the silky feeling of a new love's hair
the warming confort from remembering the past
my childish excitment in a moving film
all the fantasy and joy from heroes i never met

I would pack it all tightly and store it in my heart


by Fernando T.Y. // 9:21 PM // Comments:
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Terça-feira, Julho 28, 2009:

O Destino

Enfim você se acomoda
Aconchegando-se ao lodo
E se acostuma com a estagnação

A parte inquieta
Sedenta por ir além
Insano desejo
Jovial e ingenuo

É afogada por uma intragável
Frustração, e o doce veneno
Da conformidade, sua morfina

Enterrado aos poucos pelas seqüelas
A luz e o ar se esvaem com as frestas
Na escuridão o tempo é irrelevante
Está formado o purgatório


by Fernando T.Y. // 12:25 AM // Comments:
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Segunda-feira, Maio 18, 2009:

Escrever e enganar

Como escrever?
Deve se sentar
E extrair o suor?

O ocio tera de dominar
O corpo invalido do poeta,
A espera do sopro divino?

Grandes nomes com as suas poeticas
Preenchem de retorica suas folhas.
Seria um desabafo do artista,
Ou proeza do escritor?

Homens sempre tao distantes...
Nunca digitaram no computador.
Suas palavras eram grafadas a sangue
Em escalpos de suas cabeças plenas.

Quem nao bebe da fonte,
Do caldo primordial,
Aquele que tudo iniciou,

Nunca passara de amante.
Paixao intensa que percorre
O pessoal e irrevelavel.

O torturante conhecimento
Frustra ate o mais ingenuo
Dos confissores triviais.
Em seu onanismo lirico,

Voltam-se ao recondito
Deliriamente megalomaniaco,
ortografam fastidiosas
Coisas da sua existencia.

Devo escrever?
De que valera
O meu suor?


by Fernando T.Y. // 12:41 AM // Comments:
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Segunda-feira, Janeiro 12, 2009:

Deserto

Não abra a boca
Deixe o vinho
Circular tuas veias

Morda a língua
Que se atreve a rebelar
Aquilo que periga escapar
Seria poesia para os porcos

A seta cravada em teu centro
É o presságio do destino que
A todos espera. deixe-a
E espere que apodreça toda carne,

Arranque, e com ela
Suas entranhas
Entregues aos mais
Famintos chacais

Não há quem colha teu lamentos
Antes se alimentam de ti
Nutrem suas valas sem remorso
E a carcaça largada ao sol

Seca


by Fernando T.Y. // 3:20 PM // Comments:
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Segunda-feira, Janeiro 05, 2009:

O Viajante

A criança corre pelos campos
Em busca de algo que não sabe nomear
Mas espera que acalme sua angústia

A imagem do procurado
É uma mancha num vidro sujo
Sem forma definida
Figura incerta camuflando
O que se encontra atrás

Em sua missão a euforia
Logo se torna turva
O que antes foi esperança
Agora se revela desespero

Quanto mais deseja o desconhecido
Mais distante se torna do familiar
As bases que lhe serviam de apoio
Desmoronam numa queda eterna

A cada passo tomado
Em direção ao destino
Mais distante se torna
Os portões do vilarejo

As carruagens passam
Com belas damas
Prometem beijos e afagos
Ao pobre condenado

Mas sua cama está longe
De seus exaustos pés calejados
Elas somem em sorrisos
E sua trilha mergulha no horizonte

O ritmo de suas pernas
Como as de um funeral
Acompanhado pelo som dos ventos
O garoto procura aquilo
Que nunca irá encontrar


by Fernando T.Y. // 6:58 PM // Comments:
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Segunda-feira, Dezembro 29, 2008:

O verdadeiro valor de uma amizade não se mede pelas coisas
que se tem em comum. A fonte de sua real beleza é justamente
naquilo de novo que dada relação traz para a vida dos
envolvidos. Mas seu sucesso depende por conseqüência da
propensão em querer conhecer e ser conhecido de ambos.
Portanto o medo de mostrar-se único e diferente do grupo em
que escolhe conviver em realidade é um empecilho no
desenvolvimento de uma verdadeira amizade, ou qualquer outra
relação de carinho e empatia.

Por fim a verdadeira prova deste sentimento é a saudade
causada pela ausência da pessoa em questão. E só é possível
sentir saudade de algo que está em falta, algo que não faz
parte do mundo conhecido de um ser, mas que em comunhão com
um universo de outrem constitui um sentimento de
arrebatamento.



Eu sinto saudades...

by Fernando T.Y. // 10:51 PM // Comments:
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Sexta-feira, Dezembro 19, 2008:

Rotina

Um garoto chora em frente a tv
Sua mãe não voltará do serviço hoje
As ruas são frias e escuras demais
O pai soluça cambaleando pelas garrafas

Aquele velho gordo
A espreita escondido
Julgando cada ação
Felicidade em seu martelo

Homens fechados em suas caixas
Os vira-latas fucinham as ruas
Enquanto o nariz se desvia
Tão delicadamente cruel

Sutileza óbvia
De um macaco
Que esconde o rabo

Fernando


by Fernando T.Y. // 2:40 AM // Comments:
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Sábado, Novembro 29, 2008:

Inacreditável

22 de março

Com o nome errado e tudo
by Fernando T.Y. // 4:36 PM // Comments:
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Sexta-feira, Outubro 17, 2008:

Soluço

Existe algo de familiar na noite
Um sentimento de conforto da escuridão
O silêncio enfeitiça e adormece
Enquanto uma fria brisa faz despertar

Lentamente a paz se assenta
Os pensamentos são nuvens
Tudo se torna pleno em firme solo
Ilumina o que a exposição esconde

Tire proveito de mais uma paixão de Júpiter
Faça desse pano o mais longo o possível
Nomeie todos os anjos do céu

Aqui os Espíritos não bebem vinho
Em tempo o mundo se pintará laranja
E as moscas voltarão a voar

Por Fernando


by Fernando T.Y. // 4:58 AM // Comments:
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Sábado, Agosto 09, 2008:

Vôo

Uma pomba caiu
Em seu vôo errante
Um destino Vil
Logo a diante

Com suas penas malhadas
Escuras e claras
Foi maculada
Pela tinta d'almofada

Seus caminhos tortos
Sem começo nem fim
A procura de nada
Pelo prazer de ir

Mas lhe cortaram as asas
A levaram ao chão
Para a dureza doa terra
A continuidade dos grãos

Não era bela
A tornaram horrenda
Um rato cansado
Seguindo a mão

Fernando


by Fernando T.Y. // 4:40 PM // Comments:
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Sábado, Agosto 02, 2008:

Folheando

Estas folhas já sofreram muito em minhas mãos
Lápis destroçados se esvairam à minha vontade
E sua ponta insistentemente tornava a quebrar

Todo toque de sútil leveza que dita sua marca
Tem o peso das frases não ditas por línguas hesitantes
O grafite massiso se esfarela com os reflexos escritos
E na página seguinte uma cicatriz do que tornou-se passado

As palavras apagadas, fantasmas de contorno permanente
Por melhor que seja a borracha sua mancha permanece

E se por algum acaso caia no esquecimento sem deixar rastro
Estou certo que um dia abrirei na página maldita e lá estará
Gravado em sangue aquilo que futilmente tentei esconder

Minha vida se confunde com meus cadernos
Até os garranchos de minha letra incompreencível
Já se assemelham aos meus movimentos errádicos
Temo o que me ocorrerá quando as folhas terminarem

Fernando T. Yamashita

by Fernando T.Y. // 1:30 PM // Comments:
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Domingo, Junho 01, 2008:

Lamento

Eu quero Lenora
E o corvo malicioso

Me traga Teresa,
Apaixonantes defeitos

Um anjo torto e quimera
Me contentariam tanto

Que seja o medíocre
Homem delirante

Só me resgate
A benção da pena

by Fernando T.Y. // 11:01 PM // Comments:
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Terça-feira, Janeiro 22, 2008:

Benção

João bobo nasceu sem rosto
E não tinha olhos para ver
Quando perguntavam seu gosto
O tonto não sabia dizer

Coitado viveu sem orelhas
Não ouvia um pio sequer
Quando o desmereciam por não tê-las
O omisso não podia responder

Era a graça da cidade
Todos queriam conhecer
Rir da sua desgraça
Afinal ele não ia saber

E no mundo inteiro
Não havia ninguém mais feliz
João bobo não tinha rosto
Mas também nunca o quis

Por Fernando Tooru Yamashita


by Fernando T.Y. // 2:44 AM // Comments:
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Domingo, Dezembro 30, 2007:

Resolvi fazer algo que tenho certeza de não dever fazer.

Poemas incompletos...

"Um vazio ácido me corrompe
Enquanto a letargia me engole
O gosto pelos versos se foi
E a paixão pela poesia some

Os prantos de uma criança infeliz
Que ousou ver brilho no que fez
Hoje com a vergonha de homem crescido
Se desfaz dos sonhos perdidos

Nunca viu "

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"A Cidade me absorve

Na falta de meios de demonstrar
das palavras fazemos nosso lar"

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"O que fazer quando as palavras me fogem à boca
E os sentimentos ficam sem interpretação
O momento que a angústia aperta"


by Fernando T.Y. // 5:12 AM // Comments:
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Segunda-feira, Setembro 17, 2007:

There is a way...
No matter what they say...

Estou re-viciando em música.
Preciso voltar a escrever, mas estou meio desanimado pra isso.
Algumas novidades iriam bem no momento.
Enfim, espero a criatividade voltar, ou a graça de uma musa para poder escrever algo.
Vou me esforçar pra escreber melhor também...

by Fernando T.Y. // 4:56 PM // Comments:
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Domingo, Junho 03, 2007:

Passado

O som do vinil em meu quarto
O romântico barulho da agulha
Que risca suavemente um disco
Carregado de memórias antigas

Uma história de vidas,
Amores e dores sofridas
Faz de suas vibrações
Mais pesadas aos ouvidos

Atravessa sua mente
Invade teu coração
Lhe faz esquecer do presente
Te leva ao mundo da imaginação

Há um charme escondido
Entre seu corpo negro
E teus sulcos desgastados
Que me deixa fascinado

Faz da arte mais bonita
Da paixão mais ardente
Muda todo o ambiente
Floresce a vontade suprimida

Não esconda tuas rugas
Nem se envergonhe da experiência
São elas que te fazem mais linda
Preciosa jóia, única em sua excelência

Por Fernando Tooru Yamashita


by Fernando T.Y. // 10:46 PM // Comments:
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Quinta-feira, Maio 24, 2007:

Finidade

Mantenha o olhar para frente
Não tema o que pode vir
Caminhe numa estrada sem horizonte
Nunca desista de seguir

Até que o chão some
A areia lhe consome
O céu escurece
O sangue esfria

E uma imagem aterrorizante
Impedes que te levante
Mas em um instante
Você lembra o que sabia

Aquela constante
Que martela sua mente
Não lhe deixa desistir

A simples lembrança
Que num próximo dia
Vai deixar de existir

Por Fernando Tooru Yamashita


by Fernando T.Y. // 10:44 PM // Comments:
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Quarta-feira, Maio 16, 2007:

Encontros Noturnos

Dama da noite que meu leito ignora
Bela donzela com teus dotes sombrios
Apagaste o Sol que no horizonte aflora
Me cobriste com teu manto negro maldito

Me seduziste com mentiras
E abandonaste com frustrações
Sugou minhas esperanças
Abusou de meus agrados

Fez de minhas carícias
Alimento de tuas carências
E depois sumiste na escuridão
Com minha essência em tua mão

Numa simples explosão
Num encontro casual
Onde libero o que estava guardado
Disperso minha libido
E esqueço ter te conhecido

Por Fernando Tooru Yamashita


by Fernando T.Y. // 3:59 PM // Comments:
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Sexta-feira, Maio 11, 2007:

Poeta Solo

Quando enfim minha música tocar
Largando aos quatro ventos
As histórias que tenho
E meus contos forem conhecidos

Quantos irão se lembrar
De ter me conhecido
Nem que por segundos
Mesmo que estivéssemos mudos

Mares de desconhecidos
Vão me rodear
Sangue-sugas de meus trabalhos
Querendo se beneficiar

Os que tenho apreço irão sumir
Em meio a hordas de imbecis
Que não entendem o que faço
Mas apreciam o que ganho

Se for para ter tais seguidores
Muito mais para aproveitadores
Prefiro o meu singelo anonimato
De um excluso poeta tosco em sua ilusão de grandeza

Por Fernando Tooru Yamashita (vulgo Nandoss)

by Fernando T.Y. // 9:10 PM // Comments:
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Segunda-feira, Maio 07, 2007:

Piscina Hormonal

Leito de nossas mágoas
Nascentes de todos sentimentos
Enigmática fonte essencial

Do ódio, amor ou indiferença
Que trás a cor em nossa face
E tira o oxigênio de nossa cabeça

Faz de nós estúpidos
Babacas sem controle
Cegos aos nossos defeitos

Viver a flor da pele
Não é estar sempre certo
É errar com convicção

Xingar os comedidos
Chutar os desanimados
Explodir na emoção

Por Fernando Tooru Yamashita

by Fernando T.Y. // 5:14 PM // Comments:
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Domingo, Abril 22, 2007:

Velhos haikus

"Reflexão

Eu tentei escrever
O que saiu foi isso
Um branco incompreensível
Um nada profundo"

"Quebrado

Cansado de tudo
O garoto gritou
Depois ficou mudo
E foi o fim do show"


by Fernando T.Y. // 4:54 PM // Comments:
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Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007:

Pensamentos Perdidos

Um assobio vem a minha janela
E não me deixa calar,
Me perder em meu ser
Tempos duvidosos

Ligue o motor e tente andar
Tanto barulho, muita fumaça
Ele não quer funcionar
Suas conexões não vão mais ajudar

Quatro muros altos
Sobem ao horizonte
Tampam a visão
Do que, de onde

O escuro das palpebras
Mais claro que o sol no rosto
Assas se abrem e sobem ao céu
Nuvens negras se fecham

A queda é inevitavel
Dor insuportavel
Pode um homem
Sem sonhos voar?

Como uma queda
Sem altitude
Mata tudo
Lhe Mantendo vivo?

A carne ja não é mais sólida
E o chão não lhe para ou impede
Você pode atravessar e fugir
Mas a parede, é uma parede, ou será?

Tente acordar
Sem saber se deve
Se pode
Tudo se mistura

Não usava oculos
Ou deveria usar
Nunca amou
Ou nunca aceitou?

O teto pisca em branco
No poço, ou seria casa
Isolamento sútil
Não esta só

O Sol nasce branco
Num cobertor de piche
A lua sempre cheia
Em seu manto laranja

Atire uma pedra
Corte um braço
Uma explosão momentanea
De conseqüencias devastadoras
Um segundo de loucura
Para se livrar de décadas
De um divã executador


by Fernando T.Y. // 5:35 PM // Comments:
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Quinta-feira, Janeiro 25, 2007:

Acabou

Vivemos para esquecer
Do que um dia nos deu prazer
Só porque hoje nos aflige

Escolhas faceis
Atalhos pessoais
Comodidade consensual

Encolher-se para regredir
Voltar ao útero que lhe expeliu
Enfraquecer a carne vil
Que se recusa a calejar de tanto cair

Escarrar nossas frustações
Em desafortunados transeuntes
Inconcientes, mas não inocentes
Casualidades de nossas egoístas ações

Mais fácil agredir
Que se concentrar
Mais simples gritar
E somente reagir

Contínuo assassinato de nossas mentes
Displicência, abnegação encefálica
Egocentrismo universal generalizado
Obliteração das relações sociais

Civilização cretina
Onde a insensibilidade
Sempre domina
Colossal futilidade

Visão apocaliptica
De um mundo em que
Respiro o ar poluto
Que corrompe meus pulmões

Ao fim de sua era
Não muito distante
Dúvidas não sobrarão
Quanto a origem da escuridão

Por Fernando Tooru yamashita

by Fernando T.Y. // 7:08 PM // Comments:
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Terça-feira, Janeiro 16, 2007:

Looking for .....
by Fernando T.Y. // 5:16 PM // Comments:
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Terça-feira, Outubro 17, 2006:

Bela Névoa

Onde tu estavas quando tive medo?
Por ti zelava, te queria perto.
Tantas noites maldormidas,
Agora só me restam as feridas

Meus olhos sempre lhe procuraram
Não importa onde estivesse.
Por todo o mundo buscavam
O lindo olhar de tua face.

Agora que a carne apodrece
E o estúpido instinto carece
Dos afagos que nunca me dera
Meus olhos cegam e o nada me espera.

Tua beleza me condena
A amar o olhar desviado,
Que se vira, desvia do coitado
E não para nem para sentir pena.

Oh! Horrenda beleza,
Que me atrai tão repulsivamente.
Quando me dara o descanso
Para perecer silenciosamente?

Por Nandoss


by Fernando T.Y. // 6:56 PM // Comments:
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Quinta-feira, Outubro 05, 2006:

Condenado à Poesia

Ouvir o inaudíbel
Ver o invisível
Palavras já ditas
Periodicamente repetidas

Desejos frustrantes
Como todos antes
Em suas caixas ficam
A nos fazer esperar

Almejar o inalcansável
Transformar o Imutável
Velhas vontades
Agora atualidades

Para o condenado
Só lhe resta sonhar
Porque foi-lhe usurpado
O direito de amar

Não é humano aos teus olhos
Nem digno de se notar
Povoa o espaço do ar
Sem receber seus espólios

Trate-o com indiferença
Não é como se fosse chorar
Esqueça de sua existência
Não é como se fosse importar

Morrer para permanecer
Viver para se esconder
Rotineiros devaneios
Ignorados pelos meios

Sonhos inacabados
Nunca realizados
Esperança em seu leito
Lhe arde o peito

Em atos desesperados
Tenta se enganar
Fingir ser outra gota no mar
Mas seus planos são desmascarados

Em seu cinzento estado volta
De onde nunca havia saido
Destinado à velha história
Do eterno traído

By Neo Bohemian *Nandoss* (Fernando Tooru Yamashita) Boliviano ^^
=X

by Fernando T.Y. // 8:32 PM // Comments:
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Terça-feira, Setembro 26, 2006:

IF Only

If only dreams became true
And lies didn't hurt so much
If only living was just believing
And dying was just a rush

In the midst of our delusions
That the moments go by
Without you realize
You lost the best you had

If only I could apreciate
All the people who cared enough
To be there when I was rough

If only I could initiate
A new life, new atitude
Stoped complaining like I should

I would love more
Open my eyes
See all the false
Hopes I had
And all the friends
That I've made sad

By Neo Bohemian

by Fernando T.Y. // 6:42 PM // Comments:
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Sexta-feira, Setembro 15, 2006:

Será que existe faculdade para mendigos ?
by Fernando T.Y. // 11:59 PM // Comments:
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Segunda-feira, Setembro 11, 2006:

Climas

Eu não consigo pensar
Enquanto o calor me consome
Eu não posso parar
Enquanto o frio me da fome

By Fernando Tooru Yamashita


by Fernando T.Y. // 11:21 PM // Comments:
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Quinta-feira, Agosto 31, 2006:

Sem tempo de nada ultimamente. Com os vestibulares chegando, a situação financeira mais seria que nunca e algumas decisões que deixei meio de lado voltando a tona a coisa até parecia caótica. Nos poucos tempos livres que ando tendo tenho que continuar a arrumar a maledeta casa e resolver pendencias de putárias das malditas empresas que te cobram serviços que você não usufruio ¬¬. Celular é uma merda que fique claro. FdS eu tento gastar o mínimo possível, mas nos últimos dois não pude fazer nada por causa da merda do Enem e a formatura da minha mãe. A qual mesmo após ser repetivamente lembrada que eu só iria se voltassemos cedo pq eu tinha Enem no dia seguinte ainda me fez chegar às 1 da matina em casa ¬¬. E ainda to tendo que me virar pra poder pagar a inscrição da Fuvest, minha conta de celular, o conserto do pc (Obs: que não fico bom, tenho que levar de volta pro cara que se cobrar a mais vai tomar uma muqueta), e ainda devendo pra todo mundo inclusive amigos, coisa que odeio ¬¬. E nesse momento o Japão não me parece uma má idéia ¬¬.
E o mais legal, é que apesar de dizer que não iria nunca transformar esse blog em diário la em 2003 quando criei meu primeiro blog acaba de se tornar mentira ...
Não é como se minha palavra valese alguma coisa mesmo ¬¬.

by Fernando T.Y. // 9:02 PM // Comments:
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Domingo, Agosto 20, 2006:

Quizz time!

Put your glasses on ....

I did.... Did I ?

by Fernando T.Y. // 2:29 PM // Comments:
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Terça-feira, Agosto 08, 2006:

Imperfeição

Nada é perfeito,
Da causa ao efeito,
Até o amor tem defeito.

Textos maravilhosos tem sua gafes,
Músicas encantadores desafinam,
Escuturas estupendas são vazias
E pinturas realistas imcompreendidas.

Quem adimiras um dia lhe decepcionará,
Essa é a única certeza que na vida terás.
Teus ideias e fantasias numa fumaça sumirão
Pela hipocrisia dos que cansaste de amar.

Quem amas não lhe retribui,
Quem odeias sempre estara la
E quem um dia te cuidou hoje não virá.

Todas tuas palavras
Em fogo ardente irão queimar
Para sempre te lembrar
Da imperfeição eterna das coisas.

Todo sonho tem seu fim
E pesadelos nunca cessam.
Fantasias lhe estressam

Pela realidade que não é assim.
Choras a procurar o inincontrável.
Tua vida inteira parece instável.

Tal dogma universal
Impede ao simples animal
Almejar o mais alto céu,
O prende a sua casa de papel.

Não me olhes com desgosto
Pois não escolhi este posto.
Tropeço nas palavras,
Ajo como um tosco
Porque mesmo convosco
Não sou diferentes da cabras.


by Fernando T.Y. // 6:12 PM // Comments:
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Terça-feira, Agosto 01, 2006:

Texto gigante feito pela minha pessoa. Ele começou bem, mas o final não me agradou. Mas essas são minhas limitações, tenho que conviver com elas. Quando tiver capacidade superiorm a de hoje concerto este texto.

"Confissões

Sim, eu confesso. Confesso que já fui criança. Confesso que já fui jovem inexperiente, incompetente e irresponsável. Sem preoculpações ou visão do futuro. Sem o menor temor confesso ter sido alegre e ter me divertido com futilidades, me apaixonado por efemeridades e me despedaçado por desentendidos. Confesso não saber o que fazer, nem para onde correr, com medo até de me esconder. Confesso não ter nascido adulto, com todas respostas da vida e todas certezas da morte. Confesso que ainda sou um estudante, nas mãos do destino e sem volante. Confesso me perder em sentimentos, sejam amores antigos ou amizades novas. Confesso não entender por que quem amo se vai e quem me odeia fica. Confesso ter tropeçado nas palavras quando ia dizer que te amava. Confesso ter suado das mãos aos pés quando primeiro te vi. Confesso que sinto falta de antigos amigos, mesmo os que conheci quando não sabia nem amarrar meus sapatos. Confesso que temo não saber para onde eu vou ou o que ira me acontecer. Confesso ficar abobado quando ouço aquela música que diz tudo sobre minha vida sem entender. Confesso parar na rua em noites de lua cheia só para olhar pro céu. Confesso reclamar de tudo, família, emprego, amigos, mulher mesmo sabendo que sem eles não seria ninguém. Confesso mentir pelos dentes na cara dura e me arrepender depois. Confesso que esqueço aniversários, dia disso e daquilo. Confesso não saber do que falo metade do tempo em que abro a boca. Confesso que não ligo para o que os outros pensam de mim, mas se você me reprime fico triste. Confesso olhar para o nada e pensar em coisas que não estão ao meu alcance. Confesso fechar os olhos por miléssimos de segundos em conversas monótonas e me imaginar numa praia enorme e deserta só com meus amigos. Confesso me arrastar pelos serviços só para sexta ter toda energia para estravazar com quem se ama. Confesso me derreter quando ouço teus afagos. Confesso não segurar o riso que vem do fundo quando saio com amigos. Confesso parar no meio do caminho pra casa e abrir um sorriso ao lembrar das loucuras do fim de semana. Confesso tentar mudar tudo que sou só para impressionar-la, mesmo sabendo que no fundo nunca mudarei. Confesso esperar ansiosamente o fim de um dia ruim para poder me deitar em minha cama. COnfesso odiar ter de deixar meu ósio para realizar tarefas caseiras. Confesso odiar quando se esquecem de mim, mesmo sabendo que ja lhes esqueci inumeras vezes. Confesso ser hipócrita, ganancioso, insensível e impaciente. Confesso ser bobo, imbecil, estupido e inocente. Confesso amar poder liberar toda aquele estresse acumulado num grito que estava entalado quando me pisam o calo. Confesso sentir falta de quem me deixou a poucos segundos. Confesso ja ter sentado a beira de uma janela e contemplado pular. Confesso ter visto no silêncio meu maior amigo para segundos depois repugna-lo. Confesso que tenho medo de ficar sozinho, mesmo quando estou acompanhado. Confesso não saber o que você pensa nem que me esforce por anos. Confesso odiar que falem comigo quando tento me concentrar, nem que seja pra me avisar que alguém vai embora. Confesso desviar meu olhar quando olha em meus olhos mesmo depois de me deslumbrar contigo por eternidades. Confesso temer aquele primeiro contato, com medo do que dizer, do que ira me responder e de onde isso vai dar. Confesso que ja me desgastei de relacionamentos que não consigo mais ter. Confesso sentir saudade de quando me amava, e em casa me esperava só pra me dizer. Confesso adorar comida de vó e jurando ser melhor do que a de qualquer gourmet. Confesso odiar quem tem os meus defeitos só porque me fazem lembrar do que eu sou. Confesso arrancar a pele seca de ferimentos, coçar mordidas de mosquitos até sangrar e todas essas manias que se ganha quando muleque. Há tanta coisa a confessar que nem sei como terminar. Na verdade eu confesso não querer acabar. Confesso que há tanta coisa a confessar que por mim escrevia até não poder mais. Confesso não saber mais o que dizer, ou por ja ter dito ou por não saber transcrever em palavras. Confesso ser uma criança desenvolvida, um adulto atrasado, um adolescente concientizado um jovem estrupiado. No fim o que realmente quero confessar não chega nem perto do que posso lhe dizer, mas é algo que só sei resumir confessando que sou apenas humano."


by Fernando T.Y. // 2:40 PM // Comments:
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Terça-feira, Julho 11, 2006:

Sem sentido

Sabe aqueles dias que você acorda querendo dizer algo, escrever algo ou até em pensar alguma coisa mas sem saber direito o que ? Bom seja bem vindo aos 365 dias de cada ano de minha vida. Todo dia do momento em que meu olhos se abrem no sol da tarde até eles se fecharem no luar da madrugada tenho uma constante angustia de estar engasgado com coisas que não querem sair. Toda vez que começo breves ideias e projetos de intenções sou brutalmente interrompido pela falta de capacidade filosófica. Tudo que escrevo são simples derramamento de pensamentos perdidos que vem de uma mente não completa.
Quando minha cabeça encosta no travesseiro não consigo parar o constante fluxo de pensamentos que nunca se concluem. Todos os podres do mundo, das pessoas, da minha pessoa, a nostálgia da infância distante, do dia passado, da vida não levada, a raiva de antigos fantasmas, possiveis problemas, questões atuais, enfim tudo possível ivade o que devia ser a calmaria de noites bem dormidas. A angustia de nunca poder finalizar uma linha de raciocinio é interminável. São circulos viciosos dos mesmos pensamentos sem pé nem cabeça. Que acabam assim como esse texto.

by Fernando T.Y. // 10:50 PM // Comments:
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Segunda-feira, Julho 03, 2006:

A última frase só vai fazer sentido pra quem assistiu e entendeu o Filme "O Fabuloso Destino de Amelie Poulin"

Acontecendo

Eu to de bobeira na vida
Boiando pelas margens
Esperando algo no horizonte
Que ira me fazer exaltar

De senha na mão
Fixando a mente
No ponto mais vazio
Daquela parede

Ouço o bater dos sinos
O andar das engrenagens
Todos se movem apressados
E eu aqui sentado

Assistindo de lado
Ve-los desesperados
Todos desamparados

No seu breve suspiro
A procura da dúvida
Que não para de martelar

Todos perdidos
Não param pra perguntar
Continuam a procurar

Sem saber o futuro
Sem entender o pasado
Sem viver o presente

Derivando pelas ocasiões
Ventania de ocorrências
Param em um segundo
E nada parece importar

Um sorriso inevitável
Uma curiosidade instável
A depresão tolerável
Compreensão simplória
Felicidades Amélie Poulain


by Fernando T.Y. // 11:54 AM // Comments:
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Quarta-feira, Junho 28, 2006:

Poeminha novo XD. Bom ja que tão começando a achar quie eu to muito depre to colocando um mais pra cima. Fiz faz um tempinho mas ta legal. Impressionanetmente esse fluiu. Escrevi rápido quase como se tivesse copiando algo.

Desentendendo-se Por Querer

As palavras não podem expressar
A leveza do ser
Não sabem descrever
A angustia da saudade

Nos faltam meios de explicar
Bombas que explodem no peito
Um conhecimento tão ínfimo
Entender a vida fica difícil

São nas meias palavras
Que vem do seu profundo
Que está o real sentimento
Não nas muitas repetições
De futilidades insensatas

A verdade não idealizada
Para ser verdade não sonhada
Tem que ser de verdade
Mesmo não sendo enfeitada

Motivos se perdem em sentimentos
Razões se perdem em momentos
Palavras se vão com o tempo
Certezas não tão certas no fim

Um complexidade embaralhada
Mais complexa que nunca
Mais embaralhada que quando fora misturada
Menos focada como nunca foi

Felicidades efêmeras são o que são
Efêmeras felicidades por definição
Sentimentos avassaladores nunca se vão
Arrastam o tempo sem ter muita noção

Sem serem percebidos
Sentidos deixam de haver
Mas não tem o por que
Chorar por algo
Que nem eu nem você
Nos importamos em ter

Quando a mente enfraquece
O corpo se deixa levar
O que conta de verdade
São as poucas palavras
Ditas sem se pensar
Que fazem mais sentido
Que o céu, o vento ou o mar
(Por Fernando)

by Fernando T.Y. // 9:30 PM // Comments:
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Sábado, Junho 10, 2006:

Introspecção

Quando se olha com desprezo
Deve-se prestar mais atenção
Se não é o espelho a sua frente
Há quem julga com exaltação

O olhar crítico que jogas
Ira se refletir em teu ser
Tudo o que odeias
Vem do intimo sem conhecer

Basta um segundo
E o sorriso desaparece
Passa um minuto
E você só se aborrece

A verdade é cruel e impiedossa
Quando desmascarada suas idealizações
Ela é rude e grossa
Mostra o que não queres ver
O que trabalhou tanto para esconder

by Fernando T.Y. // 1:50 PM // Comments:
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Segunda-feira, Junho 05, 2006:

Frescor

Quero sentir
Aquela brisa
Que nos aquece
E nos esquece

Quero poder confiar
Sem temer poder cair
Quero me deixar levar
Sem temer onde vou parar

Minhas preocupações
Nunca iram me deixar
Por mais que eu viva a tentar

Todas essas ações
Tantas inutililidades
Minhas futilidades

Um sentimento derrotista
Depresão profunda
Visão pessimista
Frescuras moribundas

No silêncio me calarei
O que tenho a dizer morrera
E estes verbos que cá ditei
Tua pessoa rapidamente esquecera
(Por Nandoss)

by Fernando T.Y. // 10:23 PM // Comments:
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Segunda-feira, Maio 29, 2006:

Já se foi muito tempo desde que tento fazer um texto desses. Então provavelmente será horrível. Quando eu escrevia um por semana já saiam ruins, essa negligência de muitos meses obviamente causou uma atrofia crebral portanto o texto que estou escrevendo será pior ainda.

Faz um tempo que tenho percebido a enorme diferença de comportamento que as pessoas tem quando tem problemas com quando um amigo tem. Geralmente quando o problema é seu costuma-se criar uma posição derrotista, depresiva e pessimista. Porém quando o problema é de um amigo ou conhecido a posição muda completamente, assim como sua visão sobre as saidas. De repente percebo que ao nos vermos em meio a um problema o natural do ser humano é se fechar. "Óbvio" você vai me dizer, mas não é tanto assim quando você se sente encurralado.
As coisas ficam tão mais simples quando você esta fora do "furacão" que nos sentimos quase que obrigados a partilhar nossa opinião. Nem sempre ela é certa, mas damos mesmo assim. E o mais difícil pra quem se encontra em meio a confusão é se abrir. Ainda mais quando aprende-se por experiências passadas que isso não é um ato inteligente. Ficamos incapases de julgar certo e errado e coisas normalmente simples. E o mais estranho é que por mais perdidos que fiquemos quando em conflito quando é com o próximo parece que esquecemos das dificuldades da situação.
Em certas vezes damos conselhos que podem ser danosos, ou até na tentativa de ajudar atuamos diretamente no agravamento da situação. A interação social humana é muito complicada. Ao mesmo tempo que queremos estar sozinhos queremos compania. E exatamente por ser complicado que me pergunto qual é o maior erro. Seria o erro de não enchergar pelo medo ou o erro de achar simplicidade somente por pura ignorância dos detalhes ?
Esse é um assunto que não tem fim ou conclusão, é somente uma ponderação que me ocorre às vezes e achei pertinente inserir o assunto no meu "post de retorno". No qual estou, com todas as minhas forças possiveis, tentando escrever o mais correto possível para melhor compreensão dos inexistentes leitores. Porém estou sentindo extrema falta do meu recurso literário anterior, em que eu simplesmente derramava pensamentos sem me preoculpar com gramática, ortográfia e outras complicações da lingua.

Resolvi voltar a escrever nesse blog por vontade própria. Como sempre sem assunto. Mas escreverei mesmo assim. E prometo que o próximo texto escrever-lhe-ei. Ta exagerei agora mas sempre quis usar esse tempo verbal mesmo mal contextualizado e tudo mais. Igual "de me um ...". Nada melhor pra tirar sarro de alguém que não tem a menor argumentação (eu) que usar um português rebuscado e execivamente arcaico. Só queria ter um conhecimento mais profundo sobre linguas pra poder falar Latim e grego. Sim queria ser esnobe.
Bom tentei fazer meu antigo texto quilometrico mas parentemente a atrofia cerebral ta mais avançada que o normal. Aqui vou encerrando esse post e espero ter paciência pra atualizar este blog mais vezes. Agradeço aos que leram e aos que não leram que vão para o inferno.

by Fernando T.Y. // 10:20 AM // Comments:
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Segunda-feira, Abril 24, 2006:

Poema consertado (Será?!?!?)

Essência Vital

A vida é traiçoeira
Nos pega desprevinidos
Como um tufão colossal
Muda tudo que conhecemos
Seja por bem ou por mal

Não será um demônio
Que baterá à sua porta
Mas sim um sorriso
Um abraço acolhedor

Ela te envolve
Lhe da alegria
Depois te esmaga
E tira sua vida

Não há avisos ou sinais de alerta
Ou príncipes encantados em corcéis dourados
As princesas de òh! bela beleza
São as verdadeiras sucubus mitológicas

O belo olhar angelical
Te seduz profanamente
Te engana e você não sente
Esse é o verdadeiro mal


by Fernando T.Y. // 2:48 PM // Comments:
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Domingo, Março 19, 2006:

Memória

Onde está o garotinho?
Vi seus olhos brilharem um dia
Não se encontra mais aqui
Sucumbiu às futilidades

Onde foram seus olhos?
Negros de profundidade
Está tudo opaco
Quem esqueceu de limpa-lo?

Quem deixou está carcaça?
Frágil e descontinua
Não se sabe se é poeira
Serão às suas cinzas?

O que é aquilo que ficou pra trás?
Está fugindo, escapa dos dedos
Como se nunca houvese existido

Por que o caminho se alonga?
Estava tudo perto e recente
Será impossível de se alcançar?

Irão as dúvidas um dia se findar?
Alguma resposta ira surgir?
Existe algum meio de se saber?

Tudo vai embora sem esperar
A mente é fraca, não ve conserto
A alma acalma, e se acomoda
Mas as manhcas não saem assim

A pele sente algo familiar
Acelerando o coração
O suor frio tras mais dúvidas
Onde está o garotinho que procuro em vão?


Músicas que ando ouvindo:

by Fernando T.Y. // 8:22 PM // Comments:
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Sexta-feira, Março 10, 2006:

Frustrações

Pensamentos inacabados
Idéias que se repetem
Incapacidade criativa
Inutilidade mental

Não sei mais sofrer
Muito menos sei pensar
O ódio impregnado na alma
Não consigo mais encontrar

O sopro do ar eterno
Parece que fugiu de mim
Minhas luas e estrelas
Não sabem mais brilhar

Matéria pútrida
Jorrando de onde
Antes minha vida
Se espalhava a todos

Relampejos de antigas filosofias
Agora limitadas à saudade que deixam
Me trazem desejos de voltar a ser
Algo que creio nunca ter sido

Um vestígio amargo deixa na boca
O turbilhão de sentimentos de outrora
Do qual somente o rastro sobrou

by Fernando T.Y. // 4:28 PM // Comments:
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Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006:

Preocupações

A felicidade não se encontra mais em mim
O garoto vivido de sorriso largo e branco
Aos poucos foi mudando e foi-se embora daqui

Sobrou o cru da ignorancia
O sistema de defesa
Implantado pela necessidade

Poucos momentos de falsa realização
Mostram o vazio deixado pelas águas
Nem suas desilusões e devaneios
Lhe trazem as antigas satisfações

O homem doente
Agora morreu
E das cinzas floreceu
Um ser demente

by Fernando T.Y. // 8:56 AM // Comments:
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Domingo, Fevereiro 19, 2006:


Não Escreverei

Cansei de escrever
De me expressar
Se fazer ouvir

Cansei de falar
Contar para o ar
Os problemas
Que não sei resolver

Chute as regras pro alto
Grite na cara de quem lhe pede calma
Cutuque a ferida que não quer sarar

Olho pro feio e vejo beleza
Quando o esplendor me passa
Prefiro vomitar as entranhas
De tanto horror que enxergo

Não rimei
Não metrifiquei
Não falei nada
Que não pertença a mim

Odeio gramatica
Xô matemática
Resposta enfatica
De um mentiroso

Não faz sentido
Me sinto perdido
Tudo que faço
Parece estupido

O que me acalmava não aparece mais
Ninguem se importava, agora vejo
Pare de chorar teve tudo que quis
É uma criança que não aprecia o obtido

Palavras aleatorias
Sendo redigidas
Sem pensar
As letras saem
Do âmago do ser
Desdogmado

Explosão eterna
Implosão interna
Exclusão Externa
Excursão supérfula

Não entendo
Somente escrevo
Sem escrever
Acabo por entender

Começo, meio e fim
Nada conectado
Tudo diferente
Suruba mental

Muita gente, poucos conhecidos
Muralha externa protegendo o nada
Feche a porta pra ninguém entrar
Esperando que alguém a janela vá pular


by Fernando T.Y. // 2:25 PM // Comments:
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Quinta-feira, Dezembro 15, 2005:

Assim

Longo é o caminho, que a frente tem que andar
Como um labirinto, longo e confuso a lhe assustar
Muitas perguntas iram lhe fazer, com uma resposta a esperar
E de seus frios labios só ecoa a vacuosidade de seus pensamentos

by Fernando T.Y. // 3:17 PM // Comments:
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Segunda-feira, Novembro 07, 2005:

"Herrado

Tudo que preciso se esvai.
Fogem de minhas mãos
As chances que me destes,
E que fiz questão de perder

Minha única vitória
Não se encontra em minha vivência.
Meu único orgulho
Não se pode ver.

Tudo que tenho
Comigo jazera.
Como um sonho,
Não lembrado.

Furacões elétricos
Martelam-me sob o luar.
Massa liquida magnetisada
Por meus tormentos.

Num lamaçal estou preso.
Mais inescapável
A cada impulso de liberdade.

Enquanto almejo o céu,
No inferno me estabeleço.
Correndo para o lado errado.

Me despejo em retas tortas.
Bebado da vida sem beber.
Se perde onde procura se achar."
(By Nandoss)

====================================
Eu vou compra o livro do Augusto dos Anjos \o/.
Alguém que me fazer uma caridade de R$100 preu compra o pacote Warcraft III: Reing Of Chaos e Frozen Throne XP ?

by Fernando T.Y. // 10:46 PM // Comments:
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Segunda-feira, Agosto 29, 2005:

Propositadamente

Ultimamente estive a pensar sobre o egocentrismo do ser humano. Sim todos o temos, você (ser inexistente) que lê esse texto, eu (ser incompreensível) que escrevo esse texto, eles e elas (todos os seres) que não lêem esse texto, enfim se é humano, mesmo que não seja pela sua vontade ou que você esteja consciente disso, você é um ser egocêntrico. Não importa hora, não importa momento, não importa nada, nós sempre arranjamos um meio de nos enfiar no centro das atenções, seja frustrada ou corretamente. Perceba que quando estiver a falar com alguém sempre vai recorrer a algo que ocorreu a si ou a alguém que você conhece. Mas não se iluda isso não é ruim, muito pelo contrario é até bom DE VEZ EM QUANDO falar "Foda-se você quem tem problema sou eu".
Se não fosse por nossa própria experiência de onde tiraríamos nossas opiniões, mesmo que nossas experiências não sejam propriamente nossas. Eu diria que é impossível alguém ser totalmente altruísta ou até totalmente desligado de seu ego. Mostre-me alguém que seja e lhe mostro uma pessoa mias do que hipócrita. Mesmo porque, se não tiver noção de quem você mesmo é, como espera poder ter noção do os outros são. Agora preste atenção que ter noção NÃO é ter certeza.
Por mim é normal as pessoas quererem se focar em si próprias, mas tem horas que "da no saco". Tem-se que aprender a em certas horas deixar de lado o si e focar-se no que não tem, a ver com você. Ainda por cima vivendo em sociedade as pessoas totalmente egocêntricas não tem muita utilidade.
Outra coisa que vem a me incomodar, principalmente porque eu o faço, são as pessoas que tem mania de enfeitar a fala com uma gramática de quinta categoria. Eu sei que isso é um ataque interno e praticamente um suicídio, já que eu usufruo disso esporadicamente (Ta agora exagerei), mas é meio que viciante, apesar deu ter que admitir é feio e ignorante de mais.
Pessoas normais tem me deixado entediado esses dias também, parece que nunca se divertiram na vida e fazem piadas sobre coisas inúteis. Pessoas que aparentemente não tem o mínimo senso de humor e cuja única felicidade é falar mal de pessoas. Claro falar mal dos outros também é uma necessidade humana, e até alivia às vezes, mas tem hora que chega. Eles também não sabem rir de si mesmos e quando a piada é dirigida aos mesmos eles ficam enervados se achando na razão de ficar bravo por ter sido "zoado".
Certas coisas nesse mundo são bizarras e incompreensíveis, assim como essa pessoa que vos fala. Como exemplo posso citar o fato de termos que estudar desde os 4 ou 6 anos de idade para criar uma capacidade mental, que por sinal não é criada O_o, pra depois estudar mais 3 anos, desenvolvendo mais profundamente a capacidade não desenvolvida, pra poder estudar mais uns 4 anos, nos quais você aprende a fazer um trabalho que você ainda não tem melhor e chegar depois com doutorado, mestrado, pós-graduação e o diabo que o parta pra ser contratado num concurso pra ser caixa de supermercado e ganha uns míseros 550 se você tiver sorte. Você ainda tem uma lei que proíbe menores de fazer isso e aquilo mas que não faz nada quando um moleque de 13 anos enche a cara na "balada", vomita, se acha fodão, mata uns moleques por ódio e depois culpa o RPG na teve nacional onde os INGNORANTIOS pais dizem "Oh o Gilberto Barros ta certo o RPG é do demônio. Nossa aquela mina de biquíni no inverno é muito gostosa mais o que será que ela ta fazendo às 6h da tarde na teve ? Dane-se isso que é teve das boa.".
Pior ainda você vê pessoas na rua que tem a cara de pau de querer re-eleger Paulos Maluf da vida, nordestinos (sem preconceito é a pura verdade) idolatrando ACM O_O, gente falando que é tudo culpa dos EUA, gente falando que é culpa da situação e por ai vão, com besteiras e mais besteiras. E andando pela rua você vê um povo sem o mínimo respeito pelo próximo, onde a policia que era pra nos proteger aponta o revolver na tua cara e fala "Ki tu ta fazendo cidadão ?", onde um parque calmo de manhã se torna o pesadelo dos transeuntes à noite e onde se tem moleque que nunca soube o que significa Câmera de Deputados mas tem de cor o que ocorreu no episódio passado de Malhação ou sabe de cor o nome da seleção de 1900 e bolinha do Ferroviário. E não vá pensando que somente os "miseráveis" são os marginalizados, vários jovens que hoje não tem empregos e outros que nem querem saber de emprego também são os marginalizados. Que pelo significado da palavra são os que estão as margens, fora da "realidade" que no Brasil está mais para sonho.
Você tem também uma política que mudo drasticamente de escolha de um governo pra outro, mas que no fundo deu na mesma. Enquanto uns roubavam riquezas outros roubam poder. E no final ninguém é preso, ou será ? Cadeias super lotadas, celas com capacidade pra 10 pessoas tem 20, 30, 40 nego enfiado no mesmo buraco como se fosse um bando de animais, não nem isso abaixo disso. E você vê lá homem que do nada tiro milhões quando estava governando livre, leve e solto. Bom leve nem tanto, também com toda aquela grana há de se esperar um aumento do peso, aqueles rolex não são muito leves sabia ? Enquanto o homem que nunca teve do que comer e foi obrigado a roubar pra poder viver ta lá, e mais leve que o rolex do político, modelos morram de inveja.
Se não está entendendo esse texto, desista. Não entendera, não foi feito pra ser entendido. Pode-se dizer que é um meio deu gritar aos quatro cantos minha deprimente visão, que espero esteja errada. Mas de nada adianta, porque ninguém ouve, e se ouve se fingi de surdo. Só pode ser, se ouvissem algo mudava. Não mudava ? Devia muda. Por que não muda ? Vamos muda ? *Silencio terrível*. Vamos reclama, vamos xinga, vamos espernear, vamos chora ? *alvoroço dos infernos* então vamos fazer algo *o silencio volta*.
E eu que achava que bastava achar o problema que já tava resolvido. E olha que isso foi só o conflito interno, não quero nem imagina como seria isso para dezenas, centenas, milhares, MILHÕES de pessoas. Mas se bem que as únicas que contam são ..... Quantos brasileiros têm salário maior que 10 mil mesmo ?
E um menino se aproxima de mim com cara de coitado, todo sujo, com as roupas rasgadas, uma havaiana remendada por silver tape no pé pedindo "1 rear". Meu primeiro impulso é falar "Vaza muleque tenho nada não". E falo. O muleque vira, olha saca uma faca e fala "Então passa a carteira filha da P****". E assim sei estou no Brasil, meu Brasil brasileiro com seu olhar rasteiro de quem tem vergonha de se levantar. Terra de um povo ignorante, uma lei hipócrita, um governo do rouba mas num faz e um resto de tão pequeno nem chega a ser resto, diria mais que é um tubérculo um câncer alojado que vem da consciência que ainda crê na melhora. Consciência ? Não seria da esquizofrenia ? Quer saber esquece. Faça-me uma quimo-terapia que cansei de viver. De que adianta estar aqui pra não fazer nada. Chame o oncologista, o homeopatista o evangélico da Record e o que for, Esse tubérculo não quer viver mais.
Esse texto não foi feito para ser entendido. ë mais um derramamento de pensamentos sem sentido que povoam a mente vazia dessa pessoa sem cabeça que tenta lhes dizer, realmente NADA.

Poema:
Brasil Positivo

Bonito por natureza
Roído e oco por dentro
Adoecido de tanto apanhar
Sozinho, sem quem lhe ajudar
Inútil luta que trava
Lodo está à espera

Podre e fétido está
Apesar de não aparentar
Ímã para a podridão
Sem esperança morre a nação

Deus nos abandonou para quem acredita
Ordem e progresso, a maior mentira

Hoje e sempre reprimido em sua grandeza
Onde que lhe atrasa e si mesmo
Mares nem oceanos o salvarão
Incapacitado por sua própria gente


by Fernando T.Y. // 11:30 PM // Comments:
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Domingo, Agosto 21, 2005:

Bom cá estou eu, com Lay-Out novo graças a minha irmã (Thank You Sis ^^). Ta bem legal. E a frase que eu viciei ta ai "Delusions of a Sick Man".
Como sempre estou sem o que dizer, então só pra preencher o espaço vazio vou contar o que em minha visão são as "novidades".
Esse ano comecei meio desanimado, por ser o ultimo ano de colégio to meio cansado e ansioso pelo fim dessa continua tortura que é ter que estudar em um colégio. Ganhei uma bolsa integral pro cursinho do Etapa no começo do ano, o que me deixou meio animado pra começar o cursinho. Agora como eu consegui não tenho a minima idéia. Só depois quando já tava fazendo curso descobri que uns 70% das pessoas que fizeram a mesma prova de bolsa que eu támbem tinham ganhado bolsa, dai ficou mais aceitavel.
Concerteza tem mais coisas que ocorreram, mas eu não me recordo agora.
Bom sei la, comente o Lay novo, e bla bla bla.
C Ya all.

by Fernando T.Y. // 7:13 PM // Comments:
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Sexta-feira, Julho 01, 2005:

HI
by Fernando T.Y. // 1:09 AM // Comments:
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Sexta-feira, Dezembro 17, 2004:

Bom 1:44 da matina e eu finalmente resolvi postar algo em meu blog. Não, não ta chovendo, muito pelo contrario ta quente de mais. De fato está tão quente que da pra cozinha um ovo debaixo do braço. Mas fazer o que ?
Como sempre sem assunto irei enrolar até algo que valha a pena escrever apareça, quase que como um acidente. Nos ultimos diasnão tenho pensado em muita coisa, mas o que me veio foi um pensamento estranho, quase que suicida, de tédio. Passamos horas e horas em nossas vidas, com nossas ropas de grife, nossos carros importados, nossos televisores de 29 polegadas, nossos computadores turbinados, nossos amigos de vista, nossas familias estressantes, nossas rotinas insessantes, noosas vidas entediantes e por ai vai. E tudo isso pra que ?

Passamos horas e horas nos preoculpando em conhecer alguem, em amar alguem, em falar com alguem, em brigar com alguem, em xingar alguem, em abraçar alguem, em ignorar alguem, em ser alguem, em esquecer alguem, mesmo sem saber quem. Gritamos, esperniamos, choramos, rimos, brincamos, brigamos, odiamos, amamos, judiamos, cuidamos, salvamos, conversamos, desistimos, tentamos, acordamos, durmimos, morremos, nascemos, vivemos nos intediamos. Ficamos doentes, rebeldes, estressados, civilizados, decentes, bonitos, feios, mal-educados, bem cuidados, cheirosos, fedidos, cansados, agitados, magoados, sentidos, emocionados, em fim. E depois de tudo isso, depois de fazer tanto, se preoculpar tanto, sentir tanto, viver tanto no final do dia a unica coisa que realmente queremos é ser feliz. Fazemos tudo aquilo que nos dizem que vai nos fazer feliz, trabalhamos e ficamos ricos para ter toda segurança do mundo, pra sermos roubados, aproveitados, esnobados, odiados e terminar o dia com uma ulcera que poderia tomar conta da Europa se tivesse um cerebro. Ou então compramos tudo que nos mandam comprar, com suas incesantes propaganda, nos prometendo milhares de pseudo felicidades, dizem que seremos, lindos, ilarios, calmos, confortaveis, amados, procurados, promovidos, relaxados e até invejados, e tudo isso pra que no final do dia fiquemos pobres, encalhados, iludidos, ludibriados e com uma dor de cabeça que poderia cobrir Interlagos inteira. Ai então nós nos jogamos nas suas festas e suas modas, que nos prometem aceitaçam, conforto, igualdade, exclusividade, adimiração, para depois sermos exclusidos, maltratados, ignorados, debochados e acabar com uma depreção que só uma piscina de anti-depressivo cure. Então não nos sentido suficientemente enganados nós nos jogamos ao mundo virtual, que nos oferece informações inuteis, conversas informais, facilidade de tarefas, uma vida de bem estares, somente para causar desanimo, solidão, ansiedade, panico, nescessidade e terminar deixando sua vida mais fechada que os EUA depois de 11/09. Mas nós tambem não nos esquecemos da televisão, há a televisão, que nos mostra uma vida ótima, cheia de novidades, sem tédio, sem problemas, só com soluções, alegrias e diversões, para que quando a desligarmos nos sentirmos inuteis, intediados, conformados, satisfeitos com uma vida que não nos trouxe nada além de infelicidades e falsas alegrias. E você tem coragem de olhar nos meus olhos e dizer que eu sou o louco por querer pular pela janela ?

Numa vida que nos fez tão mal, que nos judiou tanto, que nos ludibriou inumeras vezes, numa vida onde viver é o menos importante, sera que vale a pena mesmo viver ? O que tem de tão bom em falar com quem não me conhece, querer o que querem que eu queira, amar o que esperam que eu ame, viver a vida que eu nunca quiz, nem nunca irei querer ? Qual é o problema de querer, não só aquilo que não me deixam querer, mas tambem aquilo que você quer mas não tem coragem de dizer ? Quando é que nós, os auto-proclamados, seres superiores da face da Terra, não podemos mais fazer aquilo que nos faz bem, mas sim ter que fazer aquilo, que não só nos faz mal, mas que tambem não nos faz o agrado ? Qual a graça de viver em um mundo onde ninguem nos deixa ser felizes de verdade, onde ninguem nos quer bem, onde ninguem se importa se vivemos u morremos, onde ninguem se quer sabe me dizer no final do dia se meus sapatos eram pretos ou brancos ?

E vem você julgarnos, como se fosse o senhor de todas as razões, detentor de todas as verdades, criador de tudo aquilo que é, foi e sera. Você sim com esse seu olhar tão discriminador, com seus pre-ceitos mais do que hipocritas, seu falatorio pretencioso e manipulador, sim você.

E no final das contas, depois de tanto falatorio, reclamamento, indagamento e até acusação, a unica coisa que eu tenho pra lhe falar é cala a boca e deixa-me pular.

Poema:
Cansei

Vivi uma vida que me disseram para viver
Procurei respostas que me mandaram procurar
Busquei algo que queriam que busca-se
Fiz algo que nunca soube o que era

Acordei quando me mandaram acordar
Durmi quando me mandaram viver
Achei o que todos achavam
Respirei como todos respiravam

Andei sem parar
Andei sem destino
Andei sem ter onde ir
Andei sem saber andar

Fechei meus olhos como queriam
Calei-me como todos mandavam
Surdo fiquei porque assim todos eram

E assim vivi por mais de 16 dias
E assim fiquei por mais de 16 dias
E assim parei no dia de numero 16

Parei como quis parar antes
Olhei como sempre quisera
Falei como nunca falara
Ouvi o que nunca ouvira

Gritei como se para explodir
Chorei como se fosse morrer
Fugi como se fosse voltar

Me escondi onde achei que ninguem veria
E esperei achando que alguem um dia viria
Me cansei porque no fundo eu sabia
Me fechei como se fosse mais um dia

Até que percebi
Até que finalmente vi
Até que então resolvi
Agora cansei
E irei simplemente VIVER


by Fernando T.Y. // 2:04 AM // Comments:
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